quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Labirinto de Natal

Turma PIEF

Poema Colectivo

With my teeth I smile to you.
With my eyes I look at you.
With my ears I listen to music.
With my hand I held your hand.
With my feet I walk to school.
With my feet I play football.
With my nose I smell the flowers.
With my body I dance.

Turma PIEF

A Nuvem Branca e a Nuvem Preta

Eram muitas as nuvens no céu naquele dia… Tantas, tantas que tapavam o azul e escondiam o sol (que, diga-se de passagem, não ficava nada satisfeito nessas ocasiões).
Estas reuniões aconteciam de vez em quando.
Juntavam-se todas quando estavam aborrecidas e então punham-se a brincar.
“E a é que brincavam as nuvens?”, perguntam vocês… É fácil! Brincavam ao jogo do “Adivinha”.
“Ao jogo do adivinha?”
Sim!
Uma delas ia fazendo várias formas e as outras tinham de adivinhar o que era.
- É uma ovelha! – gritava uma.
- É uma flor! – exclamava outra.
E a confusão instalava-se quando nenhuma conseguia acertar porque, entretanto, já ninguém se entendia – falavam todas ao mesmo tempo e uma ou duas mais exaltadas lançavam um relâmpago aqui e outro acolá, o que provocava um ruído bastante desagradável.
Nesses momentos, as cores das nuvens começavam a mudar. E de um branco cor de neve, tudo ficava cinzento e muito mais escuro. Era a barafunda generalizada!...
Ora, no meio da balbúrdia, dos gritos e dos encontrões das várias companheiras, estava uma pequena nuvem branquinha… Tão pequenina que normalmente ninguém dava por ela e acabava por ficar esquecida a um canto.
Não gostava nada destes ajuntamentos, por isso costumava afastar-se para outro sítio, isolada, a pensar na vida e em tudo o que via. Passava muito tempo a olhar para baixo e não se cansava de observar o dia-a-dia atarefado dos homens, correndo de um lado para o outro como se andassem a fugir de alguma coisa muito má. Divertia-se a encharcá-los de vez em quando com alguns aguaceiros ocasionais e achava curioso como, por vezes, olhavam para cima, para ela, e apontavam mesmo na sua direcção! Nessas alturas sentia-se muito vaidosa pela atenção que lhe proporcionavam e enfunava-se até dobrar de tamanho.

Como não era muito dada a conversas, nem reparou que outra nuvem se aproximara do canto onde se tinha refugiado. Só deu conta de que já não se encontrava sozinha quando uma sombra escura tapou de repente a luz do sol com que se aquecia.
Olhou para cima, levemente aborrecida por ter sido interrompida enquanto filosofava, e deu de caras com uma nuvem escura, muito mal engraçada, que a olhava com curiosidade.
Que desplante da outra!! Que falta de educação pôr-se assim a olhar!
Sem adivinhar os pensamentos da pequena nuvem branca, a recém-chegada, disse, com simpatia:
- Olá!...
- Mfff… - murmurou a nuvenzinha branca com ar de quem não está para aturar conversas triviais. E virou a cara, sem sequer se dignar a dar-lhe um pouco de atenção.
Apesar de ter notado a frieza com que era tratada, a nuvem escura decidiu ignorar aquela falta de educação, tentando outra aproximação.
- Está um pouco frio por aqui, não achas? – inquiriu num tom muito suave e informal. – Será por isso que os homenzinhos lá em baixo andam a correr de um lado para o outro?... Para se aquecerem? Ou estarão com medo do barulho que as nossas irmãs fazem ao jogar ao “adivinha”?...
- Ora! – replicou a interlocutora, com ares de quem se acha muito superior. – Claro que não é por causa disso…! Tchh…! Que ideia!... Do frio…!
- Achas que não? Então por que será?
A nuvem pequenina e muito pálida revirou os olhos, espantada pela obtusidade daquela nuvem tão feia e tentou controlar-se para não lhe responder com maus modos.
- Isso é mais do que óbvio!... Não vês que estão todos a olhar aqui para cima? Para onde nos encontramos?...
- Sim… Tens razão… Mas continuo sem perceber porquê…
- Olha que é a primeira vez que encontro alguém tão pouco inteligente como tu…
A nuvem escura, tornou-se ainda mais sombria ao ouvir aquilo. Realmente, tinha sido algo muito feio de se dizer, mas a nuvem branca era mesmo assim… muito convencida. Ainda assim, a outra decidiu fingir que não percebera a indirecta e franziu o sobrolho, como se tentasse imaginar uma razão para a correria dos humanos.
- Ainda não percebeste?!! Não vês que é por minha causa?!...
- Tua? – um franzir de sobrolho incrédulo.
- Sim! Eles adoram-me! Passam a vida a olhar para mim e ficam imenso tempo a observar-me.
Novo franzir de sobrolho.
A pequena nuvem branca ficou aborrecidíssima com a descrença da companheira.
- É verdade!! Ora repara só…!
E desatou a espremer-se toda, de tal modo que deixou cair um aguaceiro em cima das pessoas que se atarefavam lá em baixo. Mas, ao contrário do que esperava, a multidão dispersou e rapidamente a rua ficou deserta.
- Pois… Estou a ver… Realmente és mesmo adorada… Gostam tanto de ti que até fogem…
Aquelas palavras enfureceram de tal modo a orgulhosa nuvenzinha branca que, sem medir as palavras, imediatamente lançou esta afirmação cheia de rancor:
- Pelo menos não sou como tu, feiona e escura!... Quem é que gosta de ti? Ninguém! Todos te acham horrível e malfeitona!!...

Tocada por aquelas duras palavras, a nuvem, que por si só já era negra, ficou ainda mais carregada. Estava triste e deixou cair essa tristeza transformada em belíssimos flocos de neve, flutuando no ar como penas alvas e leves. Rapidamente a sua melancolia cobriu a terra de brancura imaculada e a paisagem estava agora em sintonia com os seus próprios sentimentos.
A nuvem branca olhou para baixo e pasmou com o que viu. A beleza que os seus olhos abarcavam era inominável. Os homens haviam saído todos das suas casas e brincavam alegremente naquele manto níveo, os seus risos chegando às esferas celestes cristalino e puro, repleto de uma energia positiva que acalmou todo um conjunto de nuvens brincalhonas, mas já muito irritadas.

- Que lindo… - murmurou a nuvenzinha, como se ainda não acreditasse no que via. E depois virou-se para a interlocutora, que, entretanto, se acalmara um pouco e parara de nevar: - Como fizeste isso?!... Tu, que és tão feia…
Despindo a sombria cor de que se vestira há pouco, a nuvem, agora cinzenta, fitou-a sem ressentimento, suspirou fundo e respondeu:
- De tanto observares os humanos, lá em baixo, já devias ter aprendido que a beleza não vem do que somos por fora, mas do que podemos ser por dentro…
Fez uma pequena pausa quando se apercebeu que toda uma multidão de nimbus, cúmulos e estratos deixara o jogo e a escutava atentamente. Pigarreou um pouco para aclarar a voz, pois também tinha o seu orgulho e nunca tinha estado no centro das atenções – nem de coisa nenhuma, para falar a verdade.
– Eu posso ser feia, mal-feita e tudo o que me chamaste – continuou –, mas isso é apenas o que eu sou aos teus olhos, olhos que vêm apenas a superfície das coisas, que contemplam apenas o fútil e o que não tem valor. A riqueza de cada um está no nosso coração, na nossa alma e a partir daí tudo de belo pode acontecer.

E foi-se embora, ciente de que algo havia mudado, senão em toda a comunidade nimbada, pelo menos numa pequena nuvem branca arrogante e desdenhosa.
Um conto original escrito pela Professora Sofia Pedro

Amor de Perdição

A Religião dos Mártires do Amor

A novela sentimental Amor de Perdição insere-se na tradição peninsular dos Infernos dos Namorados. O amor assume no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende foros de autêntica religião. Mas é em Bernardim Ribeiro que se exprime pela primeira vez a impossibilidade completa do amor terreno e Menina e Moça é a novela sentimental onde se amalgamaram o amor e a tragédia.
Camilo, o grande intérprete romântico do amor, retoma a tradição dos “mártires do amor”, associando-lhes a ideia do Destino e da Morte. Trata-se de promover o amor à categoria do sagrado, do incomensurável com a razão e com as normas mais correntes. O desenvolvimento do enredo através dos “elos de uma cadeia fatal” segue um trilho profetizado por presságios terríficos e conformados por coincidências estranhas; à consumação do “sacrifício” assiste a própria natureza emocionada, como o frequente “sibilar do Nordeste”; dir-se-ia mesmo, nalguns casos, que cada amante não passa de mera causa ocasional da tragédia. O sofrimento, o remorso, a expiação do pecado de fruir na terra a glória de um amor ultraterreno é que resgata as almas deveras eleitas. Camilo esforça-se em recortar o trágico frémito de um amor em regra ilegal, por vezes sacrílego, mas “santificado e abençoado pelo anjo de Deus e de ambos”.

A Temática do Amor Contrariado

Esta novela é a história dos amores entre Simão Botelho e Teresa de Albuquerque. Mas esta relação é contrariada pelas famílias de ambos que se odeiam (“O magistrado e sua família eram odiosos ao pai de Teresa, por motivos de litígios…”).
Os dois amantes estão, assim, à partida, condenados ao infortúnio e ao sofrimento: “… não era o amor feliz, idílico e repousado que principalmente lhe interessava, mas o amor tenso e combativo, que vence obstáculos, se debate em angústias, teima, em último caso, na resistência passiva, e acaba por sublimar-se na sombra do convento ou nas torturas da morte lenta”.
O ódio implacável que domina as duas famílias é a força motora da acção, o grande obstáculo à consumação do amor entre Teresa e Simão. Os pais agem de acordo com um código de honra que os leva a colocar em primeiro lugar as divergências familiares em detrimento da felicidade dos filhos.

Face à prepotência paterna, Teresa revela uma força de carácter surpreendente. Ousa desafiar a autoridade do pai recusando casar-se com o primo Baltasar Coutinho. Teresa prefere assumir a sua desobediência, mesmo sujeitando-se às consequências: “… mate-me; mas não me force a casar com o meu primo. É escusada a violência porque eu não caso!...”
Perante a obstinação e firmeza da filha, Tadeu de Albuquerque não tem outra alternativa senão encarcerá-la num convento, concretizando-se, assim, a oposição à relação amorosa entre Teresa e Simão. O afastamento dos dois amantes contribui ainda mais para fortalecer o sentimento que os une. A ausência física sublima o amor e a comunicação começa a ser feita através de missivas que traduzem o desespero, a revolta mas, ao mesmo tempo, a vontade de vencer as contrariedades.
Mas, pouco a pouco, a esperança vai dando lugar à desilusão, ao desalento e à certeza de que o seu amor está votado à fatalidade do cumprimento de um destino – a morte.
Recorrente Nocturno
11ºCHLH

Frei Luís de Sousa – Solução Trágica Para o Texto de Almeida Garrett



O Frei Luís de Sousa «tinha, [...] para Teófilo Braga, uma precisa função: no momento em que Portugal, em fase de involução política, estava corrompendo os frutos da revolução de 1836, o acto de revolta de um patriota como Manuel de Sousa teria podido reacender a chama revolucionária no coração dos Portugueses.
É uma interpretação, todavia, que permanece isolada. Depois dela o interesse desloca-se cada vez mais para o problema moral que o duplo casamento de D. Madalena impõe às consciências católicas: um problema cuja solução, para Garrett, não se pode dar senão nos moldes de uma verdadeira catástrofe de tragédia grega:

"A catastrophe é um duplo e tremendo suicídio; mas não se obra pelo punhal ou pelo veneno: foram duas mortalhas que cahiram sobre dois cadaveres vivos: - jazem na paz do mosteiro, o sino dobra por elles: morreram para o mundo, mas vão esperar ao pé da Cruz que Deus os chame quando fôr a sua hora..."
(Memória ao Conservatório Real)

Há revolta no coração de Garrett ao indicar esta solução «cristã»? Ou ele participa da aceitação dos seus heróis? Num agudo estudo histórico-psicológico sobre a origem do drama, Costa Pimpão lança luz sobre os bastidores da crónica de que pode ter vindo a Garrett a sugestão para a escolha do tema. Para além das pistas indicadas pelo próprio autor, fontes próximas como o Cativo de Fez de Silva Abranches, ou fontes remotas como a representação sob a «tenda de lona no areal da Póvoa de Varzim» em que Teófilo Braga via romanticamente a repetição daquele processo de inspiração «popular» que tinha sugerido a Goethe o seu Faust, o estudioso português aponta o caso pessoal de Garrett que naquele mesmo período tinha sofrido uma das dores mais torturantes da sua vida: a morte de Adelaide Pastor, sua segunda mulher - ilegítima -, mãe daquela Maria Adelaide que, precisamente pela sua posição irregular, teria constituído o espinho dos últimos anos de vida do pai. desejoso, por ela, de reconhecimentos «oficiais», como daquele título de Visconde destinado a proteger, como um escudo de respeitabilidade, a pobre inocente dos ataques de uma sociedade hipócrita e cruel. Sublinhando embora a «significação católica» da concepção garrettiana, Costa Pimpão nota que Garrett não é da mesma massa dos seus heróis, que não aceita, mas se revolta, e que na tragédia de Manuel e Madalena procura, na piedade de um público que não pode ficar insensível perante a tragédia que a solução católica implica, piedade e compreensão para o seu próprio caso, resolvido, aliás, de maneira bem diversa da que foi escolhida por Frei Luís de Sousa. [...]
Garrett, na sua praxis pessoal, e talvez no exemplum catastrófico que propõe ao seu público, parece seguir mais uma ética «cortês» do que uma ética «católica». Que sugeria a ética cortês como solução do caso amoroso da «mulher com dois maridos»? No seu tratado De Amore composto provavelmente no final do século XII na Corte de Maria de Champagne, Andreas Capellanus inclui exactamente um «caso» que parece o protótipo daquele que mais tarde dará origem à tragédia de Manuel e Madalena:

Cuiusdam enim mulieris nobilis amator quum in regiam esset expeditionem profectus, falsis inter omnes ferebatur rumoribus, ipsum decessisse; que percepto et subtiliter inquisito consuctam et rationabilem gessit tristitiam, et quam pro mortuis credidit debitam amorosis; deinde alii se copulavit amori. Post modica vere temporis elapsa curricula revertitur primus amator et solitos sibi quaerit exhiberi amplexus...



(Esta e a seguinte versões em português não vêm no original: «Um amante nobre de qualquer mulher, desde que tivesse partido para uma expedição régia, difundia-se entre as pessoas através de falsos rumores que ele morrera; o que, conhecido e subtilmente inquirido, gerava a costumada e racional tristeza a qual creio ser devida aos mortos do amor: em seguida unia-se a outro amor; depois, decorrido um pequeno lapso de tempo, voltava o primeiro amado e procurava que os carinhos habituais lhe fossem retribuidos.» [Trad. do Dr. António Torres])

O caso que as Cruzadas tornavam de grande actualidade na Europa do século XIII é, nas suas premissas, semelhante ao nosso: não nas suas conclusões, já que a ética encarada por Manuel de Sousa Coutinho exclui o debate sobre qual dos dois maridos a mulher deve amar. O problema nem sequer se põe: se o segundo vínculo não existe, visto já não ser consagrado pelo matrimónio, também o primeiro foi dissolvido, contaminado, pelo segundo amor. E não há outra solução além da morte: a morte para o século, na expectativa de que Deus, na sua misericórdia, queira conceder também a segunda, a definitiva. Solução cruel, trágica, mas na sua inelutabilidade mais lógica, mais moral, mesmo para quem não seja católico, do que a indicada, por exemplo, por um código civil para o qual a «solução», pois que o segundo casamento não existe, é o regresso puro e simples ao primeiro, ao statu quo.
Garrett não podia aceitar esta solução. Na praxis pessoal ele tinha escolhido a solução da ética cortês, isto é, ao dever tinha anteposto o amor, exactamente como sancionava o cavaleiro cortês de Andreas Capellanus:

... si [mulier] viderit, suam voluntatem nullius coactionis sentire fomenta, et, exstinctum adversus amantem primum sPiritum reviviscere non posse, cognoverit, amantem potest servare secundum. Nam dicere, quod ad primum debeat praecise redire, nisi hoc faciat, amoris compunctione suasa, esset asserere turpe et amoris praecepta fraudare... (')

(«... se [a mulher] verificar que a sua vontade não sentiu o lenitivo de qualquer coacção e reconhecer que não pode fazer renascer o amor extinto para com o primeiro amado, pode ser fiel ao segundo amado. Com efeito, dizer categoricamente que deve voltar ao primeiro amado, a não ser que o faça persuadida pela amargura do amor, seria aplicar torpemente e defraudar os preceitos do amor.» [Id. Id.])

O caso de Madalena de Vilhena e de Manuel de Sousa Coutinho era sem dúvida alguma mais complexo: e não apenas pela indissolubilidade do vínculo matrimonial, pelo seu carácter de sacramento; mas pela presença da filha ilegítima que do caso era a verdadeira inocente vítima.
O final do drama garrettiano, com aquela morte em cena aberta, pareceu não raro por demais truculento, excessiva e clamorosamente romântico.
Mas não tinha razão: o sacrifício era plenamente justificado tanto no plano lógico como no teatral. Maria de Noronha devia desaparecer porque depois da morte (se a morte civil equivale à morte real) dos seus pais, a filha ilegítima de um matrimónio inexistente já não tinha o seu lugar no mundo, já não existia, se é que algum dia tinha existido.»

Luciana Stegagno Picchio, Quatro Lições Sobre o Teatro Português, «Estudos Italianos em Portugal», 1967 [IV - O Frei Luis de Sousa de Garrett: tentativa de Interpretação de várias Interpretações].

Sou Um Pequeno Coqueiro

Sou um pequenino coqueiro e vivo nas terras quentes de África e já sou bem alto.

Normalmente, quando é Verão, os senhores simpáticos colhem os meus saborosos frutos, os cocos, e utilizam-nos para diversas coisas: gelados, leite e água de coco e para comer assim ao natural. Como outras árvores tropicais, vivo em países quentes.
Os nossos frutos têm de ser exportados para outras pessoas os saborearem.Em todos o Verões vejo senhores simpáticos a comer cocos e a beber a minha água. Também os ouço a dizer que eu sou uma grande árvore e isso deixa-me muito contente!
Os cocos têm uma forma redonda e têm uma casca castanha.
Quando o tempo fica mais frio, arrepio-me todo e os meus coquinhos escondem-se entre as minhas folhas.
Neste momento estou ansioso por mais um Verão.


21/10/08

André Areosa, nº3
7ºA

Se eu fosse...

Se eu fosse
uma borracha
gostava de apagar a guerra
e depois ver como ficava a Terra.
Apagar as armas
e extinguir as facas.
Criava a paz e o carinho
toda a gente ficava com um miminho,
mas hoje é complicado,
porque tudo anda desajeitado
que tristeza, que dor.
Hoje em dia não há carinho nem amor.

Se eu fosse
uma flor,
gostava de dar amor,
gostava de ter uma bonita cor,
viva, alegre e divertida,
como é a vida.

Se eu fosse
um pincel,
gostava de pintar o mar
para depois o contemplar.
Pintaria,
desenharia um poema
com cores divinais
onde as pétalas das rosas
brilhassem como cristais.

Se eu fosse
um anzol,
gostava de ver o Sol
e de abraçar um farol.
Mas pescar é a minha vida
e é muito divertida.

28/10/08

André Areosa, nº3
7ºA

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

The Craziest Halloween Ever!

USA, 31st October 2006

The craziest Halloween ever began when, in the entrance of a school in a town called Preach Creek High, a yellow leaf fell in a boy's head. His name was Edward, aka Edd (Double D).
The classes were over at noon, but Edd stayed, waiting for his classmate, other Edward, aka Eddy. They make part of a group, who the kids of their neighbourhood of the coul-de-sac call "The Eds". The other member is another Edward, aka Ed. Ed is the strongest and the most stupid member. He is usually with the head in other planet. Edd is the fastest, smartest, tallest and the most careful. And, finally, Eddy is the shortest but the leader and the most productive member of the group. He is always making scams to get some money. Suddenly, the gates of the of the school opened and Eddy got out, furiously:
- Stupid teachers! Who invented them, anyway! Who gives detections on Halloween?!
- Well, Eddy, you were distract in the class, and even with the Halloween at door, you should pay attention.
Eddy ignored what Edd said. The two starded going home, but first they went to Ed's house.
Meanwhile, thousands of miles away, Ed was watching all his terror movies, like he does his Halloweens.
- Guys, this year we will trick-or-treat in the world of Halloween: Spookey Ville! - announced Eddy, showing a map. - My bro gave me this map, and said I only should use it in a Halloween when he went to study to Europe. It's this map wich will takes to the coolest Halloween ever!
At 20 o'clock they were all ready: Eddy was dressed like Elvis Presley, but like a zombie. Ed was a Viking, but instead of an axe, he used a spatula! And Edd was a germ of the Bubonic Plague.
The first clue to Soopky Ville was a baby crying. Nobody found that (especially with Edd always saying: "What a waste of time!"). Meanwhile, thousands of miles away, Ed separated from the other two and found Jimmy, the best friend of his baby sister Sarah. Jimmy is the youngest and the most childish boy of the neighbourhood. He has a big brace and always brings with him a story book. He was dressed like an alien. But, suddenly he transformed himself into a real alien! Ed watched that creature, wich was waking to a house. So, Ed picked in a snatched stop sign and hit in the alien, with all his strength, without knowing than he really hit Jimmy.
Ed showed his friends , Jimmy who was trembling and crying:
- HOLLY MACCARONY!!! - screamed Edd.
- Hey, that's the first clue to Spooky Ville: a baby crying! - said Eddy - We're on the right track!
Edd tried to tranquilize Jimmy, but he acted as if they didn't exist. After that, they found the second clue: an old trashed car. But then a very not-welcome person riding a bike appeared: Kevin, Eddy's enemy. Kevin is always showing off with his bike (especially to Nazz, the prettiest girl of the cul-de-sac, wich every boy, except Jimmy and Rolf, has a crush on). Kevin always calls the Eds "Dorks".
Kevin picked in one egg, wich he brought with him and threw to Edd's face:
- One down, two dorks to go! - said Kevin, smiling and picking in another egg - Man, I love Halloween!
Ed looked at Kevin, but (like Jimmy) he became a zombie night without a head!
- Retreat, the horseman is too strong! - screamed Ed, picking in Edd an Eddy and running with Kevin after them.
The Eds run until the woods where behind. Ed looked at Kevin and screamed:
- Prepare for your demise, horseman of Liverpool! - full of courage, he threw himself to Kevin and before he woke up, he trashed his bike.
Meanwhile, thousands of miles away, Edd and Eddy found the old trashed car. Then Johny, another kid of the cul-de-sac, showed up. Johny has brown skin and a very short hair (that's why Eddy calls him Baldy). He's a little annoying and loves Nature, that's why he likes to spend his time in the woods.
- Nice costumes, gyus. What's Edd's supose to be? A dog's biscuit? A ghost? a germ? My mother? - asked Johny.
- Yes, well. A good Halloween for you, Johny. By the way, did you see a bridge made of wood? - asked Edd, looking upset for the map.
- Yes! If you go for that path , you will. I think Rolf is find it... AAAAARRRRRRRGGGHHHH!
Like a lion, Ed gave a punch in Johny's face and threw him to a tree until he lost his consciseness.
- Ed, I also think this guy is boring, but you didn't...
- What is happening to you, Ed?
- This monster-spider tried to kill you! You should be thank to me! To Spooky Ville! - answer Ed.
Meanwhile, thousands of miles away, after the bridge over a river, it was the time to Rolf to show up. Rolf is tall and he self-entitles as a "son of shepherd" because of his origins. Rolf has weird clebrations and costumes from his old country, Norway.
- Hail! Hail! Hail! Come, join Rolf in his festivity of Full Moon, Ed-Boys! Have some raw meat, Edd-Boy! - offered Rolf, glad to have somebody to share his ritual.
- No, thanks, Rolf. We need to find a snatched stop sign. Did you see one? - asked Eddy.
- Oh, well, Ed-Boys - answered Rolf, disappointed -, Rolf saw something like that when... AAAAARRRRRRRGGGHHHH! JESUS CHRIST, ROLF's EYE!
Ed had picked in his spatula and threw it to Rolf's left eye. Rolf walked completely blind and fell into the river. Edd walk to the river and screamed:
- Sorry, Rolf! Ed is a little weird today, but... - but before he finished the phrase, Ed Said:
- Let's go, before the mother's Cyclops shows up.
Meanwhile, thousands of miles away, the Eds found the last clue: the snatched stop sign. They where in a neighbourhood of Soopky Ville!
- It's Spooky Ville! I told you, guys! Is my brother the man, or what? - asked Eddy, completely excited.
Is this Spooky Ville? There's something strange here. - said Edd, looking around him.
- Come on, guys, it's trick-or-treating time! - said Ed.
- Let's go to that house! - said Eddy.
Meanwhile, thousands of miles away, when the Eds reached the house, Eddy knocked at the door but nobody opened.
- They must be pretendind they're not home. - said Eddy.
- Eddy, this is your house! - said Edd.
- What? I don't live here!
- No! This is really your house! I've gone in a complete circle. We are back to the cul-de-sac.
Eddy looked around him and looked at the house, saying:
- This really is the cul-de-sac. This really is my house!
- It looks your brother tricked you, than treat you, this Halloween, Eddy. - said Edd, observing the map.
- Is my brother a jerk, or what? - asked Eddy, furious.
Meanwhile, thousands of miles away, a group of angry and beaten up kids arrived and looked at the Eds:
- Who is going to pay my bike, dorks? - asked Kevin.
- Eds, you will be very sorry to be born for what you did to Jimmy, you bastards! - said Sarah, carying Jimmy with Nazz.
- I blinded Rolf in a eye!
- Guys! Those monsters have joined forces to smash us. I have no choice but surrender. - said Ed, throwing his spatula.
The kids looked at each other and said:
- I will take down the death rock star! - decided Kevin.
- The dog-biscuit Edd-Boy belongs to Rolf. - said Rolf, looking at Edd.
And this was the craziest Halloween ever: when the Eds thought they would have the best Halloween ever, they had the worst.

Francisco Fevereiro, nº 7
10ºBCT

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Dia do MAGUSTEFA

Para ver o conjunto de Slides mais fixe do ano, carregue na imagem!

domingo, 9 de novembro de 2008

"Um Auto de Gil Vicente"


Um Auto de Gil Vicente é uma peça de Almeida Garrett representada pela primeira vez no teatro da Rua dos Condes, em 1838, em Lisboa, mas publicado apenas em 1841 em conjunto com Mérope. É a primeira obra do autor no plano de reinvenção do teatro português. Para tal, Garrett foi buscar Gil Vicente e a tradição vicentina. Este drama histórico é representado pela primeira vez em Agosto de 1838, no Teatro da Rua dos Condes.


A obra inclui várias personagens, Garcia de Resende, Paula Vicente, André de Resende. Nesta peça, evoca-se a corte de D. Manuel I e as duas grandes individualidades literárias que nela evoluíram: Bernardim Ribeiro (representante da poesia aristocrática) e Gil Vicente (defensor do teatro). Garrett conseguiu, assim, a proeza de abordar o Teatro através do teatro, tendo como pano de fundo os ensaios para a peça Cortes de Júpiter, escrita por Gil Vicente para celebrar a partida da Infanta D. Beatriz para Sabóia, onde se casaria com Carlos III.e o rei D. Manuel I para a evocar um passado de grandezas, não só materiais, mas também do teatro nacional.
a) GIL VICENTE: é evocado na peça como criador do teatro português – o homem que vive para a sua arte, portador da pureza da única arte social que está ainda próxima da natureza: o povo.
b) BERNARDIM RIBEIRO: homem da corte; desajustado da sociedade (corte) refugia-se na Natureza (Sintra), levando consigo um conflito: natural vs. artificial – símbolo do próprio poeta romântico.
c) D. MANUEL I: é o centro da corte, em redor do qual gira toda a artificialidade social. Contudo, o gosto pela Natureza, a bondade de pai, a tolerância como governante, a rejeição da Inquisição, a protecção às artes e à ciência (personificadas por Gil Vicente, Bernardim Ribeiro e Garcia de Resende) aproximam-no do «homem natural», colocando-o acima dessa artificialidade.
d) PAULA VICENTE: (personagem feminina) vive em função do amor.
e) INFANTA D. BEATRIZ: (personagem feminina): vive em função do amor.
f) PÊRO SÁFIO: um dos frequentes actores das peças de Gil Vicente representa a consciência da distância que existe entre o sonho e a realidade.
g) GARCIA DE RESENDE: escreveu a Miscelânea em redondilhas, curiosa anotação de personagens e de acontecimentos, nacionais e europeus. Mas o que o tornou conhecido foi o Cancioneiro Geral, em que reuniu as composições poéticas produzidas nas cortes de D. Afonso V (1438-81), D. João II e D. Manuel I, tendo-lhe redigido um prólogo dedicado ao príncipe D. João e composto as quarenta e oito trovas com que encerra a obra.
ACÇÃO

A peça não dá relevo à intensidade emotiva das personagens mais em foco: Paula Vicente amando em vão Bernardim, este a viver um forte conflito sentimental pois ama a princesa que vai casar com Carlos de Sabóia e D. Beatriz, obrigada a unir o seu destino a um homem que não conhece, amando apaixonadamente o poeta das "Saudades".

Divisão em três actos: A peça é dividida em três actos, sendo que cada um se desenrola num espaço diferente.

Primeiro acto - O primeiro passa-se em Sintra onde Pêro Sáfio, um dos frequentes actores das peças de Gil Vicente, ensaia a sua participação nas Cortes de Júpiter. É então que surge Bernardim Ribeiro a quem Sáfio confidencia que durante a representação, uma moura de nome Taes, envergando uma máscara, entregaria um anel a D. Beatriz. Bernardim, apaixonado por D. Beatriz, arquitecta o plano de assumir a personagem de Taes para se poder aproximar da Infanta. No mesmo acto, contracenam Paula Vicente e Dona Beatriz, confessando esta última o grande amor que nutre pelo poeta de Menina e Moça.
Segundo acto - No segundo acto, desenrolado nos Paços da Ribeira, assistem-se aos preparativos da representação: Gil Vicente e Paula Vicente não gostam do ensaio de Joana do Taco, destacada para interpretar Taes. Bernardim aparece disfarçado e pede para falar com Gil Vicente, pedindo-lhe o papel da moura. Mediante a interferência de Paula, Gil acede. Inicia-se a apresentação da peça com a presença de D. Manuel I e dos altos dignatários da Corte, entre os quais Garcia de Resende. Quando Bernardim entra em cena, modifica as falas da moura, conferindo-lhes um grande lirismo. O Rei percebe que se trata de Bernardim e manda interromper a representação, retirando-se com enfado, sem se aperceber que D. Beatriz tinha desmaiado.
Terceiro acto - O terceiro acto passa-se a bordo do Galeão Santa Catarina que levará a Infanta ao seu destino. D. Manuel vem despedir-se da sua filha e traz consigo Chatel, o seu Secretário, que demonstra algumas desconfianças sobre a postura da Infanta. Por intermédio de Paula Vicente, Bernardim consegue visitar D.Beatriz a quem declara o seu amor.
Recorrente Nocturno - 11ºCHLH

sábado, 18 de outubro de 2008

Adivinha, adivinha...

É bonita e redondinha Verde, verdinha
e vem sempre acompanhada, amarela e docinha
é doce e vermelhinha, quanto mais saborosa é
com a ginja é comparada. mais mole fica.

Com açúcar ou chocolate, Verdes, roxos e pretos
muito verde e vermelhinho, tão doces que são,
é sempre muito apreciado quem come um,
por ser fresco e gostosinho. não consegue dizer que não.


PIEF

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Os Jogos Paralímpicos

A Delegação portuguesa nos Jogos Paralímpicos de Pequim, que se realizaram entre os dias 6 e 17 de Setembro de 2008, chegou à China com um único sonho. Portugal estava representado por 33 atletas, entre os quais 12 estreantes, e todos eles fizeram uma única promessa, como principal objectivo: a de terem um grande empenho e honrarem o nosso País.
A comitiva - 8.ª missão portuguesa aos Jogos Paralímpicos - integrava ainda 48 elementos do staff.Os atletas portugueses, 23 masculinos e 10 femininos, participaram num total de 39 provas, nas modalidades de atletismo, boccia, ciclismo, equitação, natação e vela.Os Jogos Paralímpicos de Pequim, contaram com a presença de 4.000 atletas, de 140 países, que competiram em 20 modalidades.
Atletas portugueses presentes: Atletismo: Alexandrino Silva, Carlos Ferreira, Carlos Lopes, Firmino Batista, Gabriel Potra, Gabriel Macchi, José Monteiro, Jorge Pina, Luís Gonçalves, Graça Fernandes, Nuno Alves, Ricardo Vale. Boccia: António Marques, Armando Costa, Bruno Valentim, Cristina Gonçalves, Eunice Raimundo, Fernando Pereira, Fernando Ferreira, João Paulo Fernandes, Mário Peixoto. Ciclismo: Augusto Pereira. Equitação: Sara Duarte. Natação: David Grachat, Diana Guimarães, Joana Calado, João Martins, Leila Marques, Nelson Lopes, Perpétua Vaza, Simone Fragoso. Vela: Bento Amaral, Luísa Silvano.
Estamos com estes atletas ditos diferentes, que antes de alcançarem as marcas mínimas para irem aos Jogos, já venceram os “jogos” impostos pelas barreiras das indiferenças físicas, materiais e principalmente das sociais.

Atletismo


O Atletismo é um desporto para todo o tipo de deficiências. Tem um total de 205 provas (143 masculinas e 62 femininas), incluindo: 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m , 5.000m, 10.000m, maratona, lançamento do peso, lançamento dardo, lançamento do disco, club (lançamento de um engenho exclusivo para atletas com paralisia cerebral), salto em comprimento, salto em altura , triplo salto e pentatlo. Em Atenas competiram cerca de 1.040 aletas. O Atletismo foi inserido nos Jogos Paralímpicos de Roma, em 1960.

Basquetebol em Cadeiras de Rodas


Esta modalidade é para atletas em Cadeiras de rodas. Há torneios masculinos e femininos e cada jogo é composto por quatro períodos de 10 minutos cada. O basquetebol é jogado de acordo com as regras da IWBF (Federação Internacional de Basquetebol em Cadeiras de Rodas) .O Basquetebol em cadeiras de rodas foi inserido nos Jogos Paralímpicos de Roma, em 1960.

Boccia

A modalidade “Boccia” é um desporto único para os Jogos Paralímpicos e está aberto a atletas com Paralisia Cerebral em cadeiras de rodas. Tem como programa 7 provas, para homens e mulheres, que competem em equipas, pares ou individualmente. O jogadores têm como objectivo lançarem as suas bolas (podem ser vermelhas ou azuis) o mais perto possível da bola branca, que é o alvo. As bolas podem ser lançadas com as mãos, pé ou utilizando uma calha. A modalidade “Boccia” foi incluída nos Jogos Paralímpicos de Nova Iorque, em 1984.

Esgrima em Cadeiras de Roda


Esta modalidade é para atletas em cadeiras de rodas e tem no programa 15 provas (equipas e individuais, masculinas e femininas, em florete e espada, só os homens é que competem em sabre. As cadeiras de rodas estão seguras ao chão para dar estabilidade e permitir liberdade de movimentos na parte superior do corpo do esgrimista. Os atletas estão ligados a uma caixa electrónica que conta os toques da arma. Nas provas individuais, o primeiro esgrimista a marcar 5 toques em pools e 15 toques em eliminação directa é declarado vencedor. Nas provas por equipas, os primeiros a marcar 45 toques ganham. A esgrima em cadeiras de rodas foi inserida nos Jogos Paralímpicos de Roma, em 1960.

Ciclismo

Nesta modalidade existem duas disciplinas inseridas nos Jogos Paralímpicos, ciclismo de estrada e de pista. Competem atletas amputados, com paralisia cerebral e cegos, acompanhados de guia e em bicicleta também. As regras e os regulamentos desta modalidade são exactamente iguais aos do ciclismo olímpico; em determinados casos, são permitidas alterações às bicicletas de forma a facilitar atletas com uma deficiência especifica.

Equitação

Este desporto é para todos os grupos de deficiência, dividindo-se em quatro grupos. Os cavaleiros portadores de deficiência apenas competem na disciplina de Ensino, estando programadas nove provas (a nível individual e de equipas). Esta modalidade foi inserida no Jogos Paralímpicos de Atlanta, em 1996.
Futebol 5

É um desporto para atletas masculinos cegos (B1), que são guiados por um guizo que se encontra dentro da bola - o guarda-redes não tem deficiências. Esta modalidade estreou-se nos Jogos Paralímpicos de 20o4, em Atenas.

Futebol 7

Esta modalidade é um desporto para atletas masculinos, com Paralisia Cerebral. Nesta modalidade são aplicadas as regras da FIFA, mas com algumas alterações. Jogam apenas sete atletas em vez de onze e o campo é mais pequeno. O Futebol 7 foi inserido nos Jogos Paralímpicos em 1984, quando foram divididos pelas cidades de Stoke Mandeville, em Inglaterra, e Nova Iorque, nos EUA.

Goalball

O Goalball é um desporto de equipas cujos participantes são cegos ou amblíopes. Existem torneios masculinos e femininos, que são praticados num campo de Voleibol interior, mas todos os atletas têm de usar vendas nos olhos, pois assim jogam todos em pé de igualdade. Os torneios são jogados em duas partes de 10 minutos com três jogadores por equipas; a bola tem um guizo interior, para que os jogadores possam detectar a sua direcção. O objectivo do jogo é cada equipa enviar a bola para o campo do adversário e marcar o golo, enquanto a equipa adversária tenta bloquear a passagem com qualquer parte do corpo (é fundamental que os espectadores mantenham silencio absoluto durante o jogo, pois assim o jogadores conseguem ouvir o guizo que se encontra no interior da bola). Esta modalidade foi inserida em 1976, em Toronto.

Halterofilismo

A modalidade Halterofilismo é um desporto para atletas com deficiência física, que competem em 10 categorias definidas pelo peso do corpo; nestes jogos estão programadas 20 provas masculinas e femininas (10 categorias de peso cada). As mulheres competiram pela 1ª vez em Sydney 2000. Esta modalidade foi inserida em 1988, nos Jogos Paralímpicos de Seul.

Judo

A modalidade Judo é para atletas cegos e amblíopes; para estes jogos estão programadas 13 provas masculinas e femininas, sendo sete categorias de peso para homens e seis para mulheres. As mulheres competiram pela primeira vez nestes Jogos Paralímpicos. Esta modalidade foi inserida nos Jogos de Seul, em 1988.

Voleibol Sentado

O Voleibol sentado é um desporto para atletas com deficiência física. Existem provas de Voleibol de pé e sentado, embora apenas as provas sentadas serão incluídas no programa de Atenas 2004(com 8 equipas masculinas e 6 femininas). O Voleibol sentado é jogado num campo mais pequeno (10x6m) com rede mais baixa (1.15m para homens e 1.05m para mulheres) e cada jogo é composto por um total de 5 sets. Cada dos primeiros 4 sets está completo quando a equipa marcar 25 pontos com uma diferença de pelo menos 2 pontos sobre a equipa adversária. Ganha o jogo a primeira equipa que vencer os primeiros sets. Está modalidade foi inserida, em 1980, nos jogos de Arnhem, na Holanda.

Tiro

Modalidade para atletas com deficiência física. No tiro estão programadas 12 provas: seis mistas, três masculinas e seis femininas. Os atletas podem competir em pé ou sentados. As regras variam de acordo com as disciplinas, distância, tipo de alvo e armas, posição de tiro, número de tiros e o intervalo em que cada tiro tem que ser disparado. Esta modalidade foi inserida, em 1980, nos jogos de Arnhem, na Holanda.

Tiro com Arco

Modalidade para atletas com deficiência motora, individualmente ou em equipas. Podem competir em cadeiras de rodas ou de pé num total de 7 provas. Os Atletas devem atingir um alvo de 122cm, a uma distância de 70 metros. O Tiro ao Arco foi inserido no jogos de Roma, em 1960.

Natação


O programa inclui 7 provas individuais e 2 de estafeta (num total de 167 provas), para todas as categorias masculinas e femininas. Os atletas não podem utilizar nenhum aparelho de assistência ou prótese. Em Atenas efectuou-se uma demonstração por nadadores com deficiência mental. Esta modalidade foi inserida nos jogos de Roma, em 1960.

Ténis em Cadeiras de Rodas


Desporto para atletas com deficiência em cadeiras de rodas. Estão previstas 6 provas, masculinas (individual e pares) e femininas (individual e pares) bem como mistas. Esta modalidade foi um desporto de demonstração nos jogos de Seul, de 1988, e foi incluída no programa dos jogos de Barcelona, em 1992.

Rugby em Cadeiras de Rodas



O Ruby é um desporto para atletas com quadriplegia. Nesta modalidade podem competir homens e mulheres em equipas mistas. Foi um desporto de demonstração nos jogos de Atlanta e foi incluído no programa dos jogos de Sydney, em 2000.

Ténis de Mesa


Esta modalidade é para Atletas com deficiência física, e estão programadas 28 provas, individuais e por equipas, para atletas em pé e em cadeiras de rodas. Os atletas são classificados em dez classes, dependendo das suas capacidades; cada jogo consiste em cinco sets e o primeiro atleta a marcar 11 pontos ganha o set. A modalidade de Ténis de Mesa sofreu algumas alterações para os atletas em cadeiras de rodas. O ténis de mesa foi inserido nos jogos de Roma, em 1960.

Vela


Foi desporto de demonstração em Atlanta, 1996, e entrou, oficialmente, no programa em Sydney, 2000. Participam na modalidade atletas em cadeira de rodas, amputados, deficientes visuais, com paralisia cerebral entre outros. Apenas duas classes fazem parte do programa da vela nas Paraolimpíadas: a classe Sonar, que é composta por três atletas, que recebem pontos que variam de 1 a 7, de acordo com o grau de deficiência, sendo que cada equipa não pode ultrapassar a marca de 12 pontos e a 2,4mR, disputada por apenas um velejador em cada barco.

Remo

Nesta competição obeservaram-se a realização de 4 eventos:
Skiff simples masculino
Skiff simples feminino
Skiff duplo misto
Quatro sem misto

Os Remadores são classificados em função do tipo e do grau da sua deficiência. O sistema de classificação permite remadores para competir contra os outros com um nível semelhante de deficiência.
No remo os atletas são classificados por:
LTA (Legs, Trunk e Arms) - Quatro sem misto
TA (Trunk e Arms) - Skiff duplo misto
A (Arms somente) - Simples masculino e feminino