quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Labirinto de Natal

Turma PIEF

Poema Colectivo

With my teeth I smile to you.
With my eyes I look at you.
With my ears I listen to music.
With my hand I held your hand.
With my feet I walk to school.
With my feet I play football.
With my nose I smell the flowers.
With my body I dance.

Turma PIEF

A Nuvem Branca e a Nuvem Preta

Eram muitas as nuvens no céu naquele dia… Tantas, tantas que tapavam o azul e escondiam o sol (que, diga-se de passagem, não ficava nada satisfeito nessas ocasiões).
Estas reuniões aconteciam de vez em quando.
Juntavam-se todas quando estavam aborrecidas e então punham-se a brincar.
“E a é que brincavam as nuvens?”, perguntam vocês… É fácil! Brincavam ao jogo do “Adivinha”.
“Ao jogo do adivinha?”
Sim!
Uma delas ia fazendo várias formas e as outras tinham de adivinhar o que era.
- É uma ovelha! – gritava uma.
- É uma flor! – exclamava outra.
E a confusão instalava-se quando nenhuma conseguia acertar porque, entretanto, já ninguém se entendia – falavam todas ao mesmo tempo e uma ou duas mais exaltadas lançavam um relâmpago aqui e outro acolá, o que provocava um ruído bastante desagradável.
Nesses momentos, as cores das nuvens começavam a mudar. E de um branco cor de neve, tudo ficava cinzento e muito mais escuro. Era a barafunda generalizada!...
Ora, no meio da balbúrdia, dos gritos e dos encontrões das várias companheiras, estava uma pequena nuvem branquinha… Tão pequenina que normalmente ninguém dava por ela e acabava por ficar esquecida a um canto.
Não gostava nada destes ajuntamentos, por isso costumava afastar-se para outro sítio, isolada, a pensar na vida e em tudo o que via. Passava muito tempo a olhar para baixo e não se cansava de observar o dia-a-dia atarefado dos homens, correndo de um lado para o outro como se andassem a fugir de alguma coisa muito má. Divertia-se a encharcá-los de vez em quando com alguns aguaceiros ocasionais e achava curioso como, por vezes, olhavam para cima, para ela, e apontavam mesmo na sua direcção! Nessas alturas sentia-se muito vaidosa pela atenção que lhe proporcionavam e enfunava-se até dobrar de tamanho.

Como não era muito dada a conversas, nem reparou que outra nuvem se aproximara do canto onde se tinha refugiado. Só deu conta de que já não se encontrava sozinha quando uma sombra escura tapou de repente a luz do sol com que se aquecia.
Olhou para cima, levemente aborrecida por ter sido interrompida enquanto filosofava, e deu de caras com uma nuvem escura, muito mal engraçada, que a olhava com curiosidade.
Que desplante da outra!! Que falta de educação pôr-se assim a olhar!
Sem adivinhar os pensamentos da pequena nuvem branca, a recém-chegada, disse, com simpatia:
- Olá!...
- Mfff… - murmurou a nuvenzinha branca com ar de quem não está para aturar conversas triviais. E virou a cara, sem sequer se dignar a dar-lhe um pouco de atenção.
Apesar de ter notado a frieza com que era tratada, a nuvem escura decidiu ignorar aquela falta de educação, tentando outra aproximação.
- Está um pouco frio por aqui, não achas? – inquiriu num tom muito suave e informal. – Será por isso que os homenzinhos lá em baixo andam a correr de um lado para o outro?... Para se aquecerem? Ou estarão com medo do barulho que as nossas irmãs fazem ao jogar ao “adivinha”?...
- Ora! – replicou a interlocutora, com ares de quem se acha muito superior. – Claro que não é por causa disso…! Tchh…! Que ideia!... Do frio…!
- Achas que não? Então por que será?
A nuvem pequenina e muito pálida revirou os olhos, espantada pela obtusidade daquela nuvem tão feia e tentou controlar-se para não lhe responder com maus modos.
- Isso é mais do que óbvio!... Não vês que estão todos a olhar aqui para cima? Para onde nos encontramos?...
- Sim… Tens razão… Mas continuo sem perceber porquê…
- Olha que é a primeira vez que encontro alguém tão pouco inteligente como tu…
A nuvem escura, tornou-se ainda mais sombria ao ouvir aquilo. Realmente, tinha sido algo muito feio de se dizer, mas a nuvem branca era mesmo assim… muito convencida. Ainda assim, a outra decidiu fingir que não percebera a indirecta e franziu o sobrolho, como se tentasse imaginar uma razão para a correria dos humanos.
- Ainda não percebeste?!! Não vês que é por minha causa?!...
- Tua? – um franzir de sobrolho incrédulo.
- Sim! Eles adoram-me! Passam a vida a olhar para mim e ficam imenso tempo a observar-me.
Novo franzir de sobrolho.
A pequena nuvem branca ficou aborrecidíssima com a descrença da companheira.
- É verdade!! Ora repara só…!
E desatou a espremer-se toda, de tal modo que deixou cair um aguaceiro em cima das pessoas que se atarefavam lá em baixo. Mas, ao contrário do que esperava, a multidão dispersou e rapidamente a rua ficou deserta.
- Pois… Estou a ver… Realmente és mesmo adorada… Gostam tanto de ti que até fogem…
Aquelas palavras enfureceram de tal modo a orgulhosa nuvenzinha branca que, sem medir as palavras, imediatamente lançou esta afirmação cheia de rancor:
- Pelo menos não sou como tu, feiona e escura!... Quem é que gosta de ti? Ninguém! Todos te acham horrível e malfeitona!!...

Tocada por aquelas duras palavras, a nuvem, que por si só já era negra, ficou ainda mais carregada. Estava triste e deixou cair essa tristeza transformada em belíssimos flocos de neve, flutuando no ar como penas alvas e leves. Rapidamente a sua melancolia cobriu a terra de brancura imaculada e a paisagem estava agora em sintonia com os seus próprios sentimentos.
A nuvem branca olhou para baixo e pasmou com o que viu. A beleza que os seus olhos abarcavam era inominável. Os homens haviam saído todos das suas casas e brincavam alegremente naquele manto níveo, os seus risos chegando às esferas celestes cristalino e puro, repleto de uma energia positiva que acalmou todo um conjunto de nuvens brincalhonas, mas já muito irritadas.

- Que lindo… - murmurou a nuvenzinha, como se ainda não acreditasse no que via. E depois virou-se para a interlocutora, que, entretanto, se acalmara um pouco e parara de nevar: - Como fizeste isso?!... Tu, que és tão feia…
Despindo a sombria cor de que se vestira há pouco, a nuvem, agora cinzenta, fitou-a sem ressentimento, suspirou fundo e respondeu:
- De tanto observares os humanos, lá em baixo, já devias ter aprendido que a beleza não vem do que somos por fora, mas do que podemos ser por dentro…
Fez uma pequena pausa quando se apercebeu que toda uma multidão de nimbus, cúmulos e estratos deixara o jogo e a escutava atentamente. Pigarreou um pouco para aclarar a voz, pois também tinha o seu orgulho e nunca tinha estado no centro das atenções – nem de coisa nenhuma, para falar a verdade.
– Eu posso ser feia, mal-feita e tudo o que me chamaste – continuou –, mas isso é apenas o que eu sou aos teus olhos, olhos que vêm apenas a superfície das coisas, que contemplam apenas o fútil e o que não tem valor. A riqueza de cada um está no nosso coração, na nossa alma e a partir daí tudo de belo pode acontecer.

E foi-se embora, ciente de que algo havia mudado, senão em toda a comunidade nimbada, pelo menos numa pequena nuvem branca arrogante e desdenhosa.
Um conto original escrito pela Professora Sofia Pedro

Amor de Perdição

A Religião dos Mártires do Amor

A novela sentimental Amor de Perdição insere-se na tradição peninsular dos Infernos dos Namorados. O amor assume no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende foros de autêntica religião. Mas é em Bernardim Ribeiro que se exprime pela primeira vez a impossibilidade completa do amor terreno e Menina e Moça é a novela sentimental onde se amalgamaram o amor e a tragédia.
Camilo, o grande intérprete romântico do amor, retoma a tradição dos “mártires do amor”, associando-lhes a ideia do Destino e da Morte. Trata-se de promover o amor à categoria do sagrado, do incomensurável com a razão e com as normas mais correntes. O desenvolvimento do enredo através dos “elos de uma cadeia fatal” segue um trilho profetizado por presságios terríficos e conformados por coincidências estranhas; à consumação do “sacrifício” assiste a própria natureza emocionada, como o frequente “sibilar do Nordeste”; dir-se-ia mesmo, nalguns casos, que cada amante não passa de mera causa ocasional da tragédia. O sofrimento, o remorso, a expiação do pecado de fruir na terra a glória de um amor ultraterreno é que resgata as almas deveras eleitas. Camilo esforça-se em recortar o trágico frémito de um amor em regra ilegal, por vezes sacrílego, mas “santificado e abençoado pelo anjo de Deus e de ambos”.

A Temática do Amor Contrariado

Esta novela é a história dos amores entre Simão Botelho e Teresa de Albuquerque. Mas esta relação é contrariada pelas famílias de ambos que se odeiam (“O magistrado e sua família eram odiosos ao pai de Teresa, por motivos de litígios…”).
Os dois amantes estão, assim, à partida, condenados ao infortúnio e ao sofrimento: “… não era o amor feliz, idílico e repousado que principalmente lhe interessava, mas o amor tenso e combativo, que vence obstáculos, se debate em angústias, teima, em último caso, na resistência passiva, e acaba por sublimar-se na sombra do convento ou nas torturas da morte lenta”.
O ódio implacável que domina as duas famílias é a força motora da acção, o grande obstáculo à consumação do amor entre Teresa e Simão. Os pais agem de acordo com um código de honra que os leva a colocar em primeiro lugar as divergências familiares em detrimento da felicidade dos filhos.

Face à prepotência paterna, Teresa revela uma força de carácter surpreendente. Ousa desafiar a autoridade do pai recusando casar-se com o primo Baltasar Coutinho. Teresa prefere assumir a sua desobediência, mesmo sujeitando-se às consequências: “… mate-me; mas não me force a casar com o meu primo. É escusada a violência porque eu não caso!...”
Perante a obstinação e firmeza da filha, Tadeu de Albuquerque não tem outra alternativa senão encarcerá-la num convento, concretizando-se, assim, a oposição à relação amorosa entre Teresa e Simão. O afastamento dos dois amantes contribui ainda mais para fortalecer o sentimento que os une. A ausência física sublima o amor e a comunicação começa a ser feita através de missivas que traduzem o desespero, a revolta mas, ao mesmo tempo, a vontade de vencer as contrariedades.
Mas, pouco a pouco, a esperança vai dando lugar à desilusão, ao desalento e à certeza de que o seu amor está votado à fatalidade do cumprimento de um destino – a morte.
Recorrente Nocturno
11ºCHLH

Frei Luís de Sousa – Solução Trágica Para o Texto de Almeida Garrett



O Frei Luís de Sousa «tinha, [...] para Teófilo Braga, uma precisa função: no momento em que Portugal, em fase de involução política, estava corrompendo os frutos da revolução de 1836, o acto de revolta de um patriota como Manuel de Sousa teria podido reacender a chama revolucionária no coração dos Portugueses.
É uma interpretação, todavia, que permanece isolada. Depois dela o interesse desloca-se cada vez mais para o problema moral que o duplo casamento de D. Madalena impõe às consciências católicas: um problema cuja solução, para Garrett, não se pode dar senão nos moldes de uma verdadeira catástrofe de tragédia grega:

"A catastrophe é um duplo e tremendo suicídio; mas não se obra pelo punhal ou pelo veneno: foram duas mortalhas que cahiram sobre dois cadaveres vivos: - jazem na paz do mosteiro, o sino dobra por elles: morreram para o mundo, mas vão esperar ao pé da Cruz que Deus os chame quando fôr a sua hora..."
(Memória ao Conservatório Real)

Há revolta no coração de Garrett ao indicar esta solução «cristã»? Ou ele participa da aceitação dos seus heróis? Num agudo estudo histórico-psicológico sobre a origem do drama, Costa Pimpão lança luz sobre os bastidores da crónica de que pode ter vindo a Garrett a sugestão para a escolha do tema. Para além das pistas indicadas pelo próprio autor, fontes próximas como o Cativo de Fez de Silva Abranches, ou fontes remotas como a representação sob a «tenda de lona no areal da Póvoa de Varzim» em que Teófilo Braga via romanticamente a repetição daquele processo de inspiração «popular» que tinha sugerido a Goethe o seu Faust, o estudioso português aponta o caso pessoal de Garrett que naquele mesmo período tinha sofrido uma das dores mais torturantes da sua vida: a morte de Adelaide Pastor, sua segunda mulher - ilegítima -, mãe daquela Maria Adelaide que, precisamente pela sua posição irregular, teria constituído o espinho dos últimos anos de vida do pai. desejoso, por ela, de reconhecimentos «oficiais», como daquele título de Visconde destinado a proteger, como um escudo de respeitabilidade, a pobre inocente dos ataques de uma sociedade hipócrita e cruel. Sublinhando embora a «significação católica» da concepção garrettiana, Costa Pimpão nota que Garrett não é da mesma massa dos seus heróis, que não aceita, mas se revolta, e que na tragédia de Manuel e Madalena procura, na piedade de um público que não pode ficar insensível perante a tragédia que a solução católica implica, piedade e compreensão para o seu próprio caso, resolvido, aliás, de maneira bem diversa da que foi escolhida por Frei Luís de Sousa. [...]
Garrett, na sua praxis pessoal, e talvez no exemplum catastrófico que propõe ao seu público, parece seguir mais uma ética «cortês» do que uma ética «católica». Que sugeria a ética cortês como solução do caso amoroso da «mulher com dois maridos»? No seu tratado De Amore composto provavelmente no final do século XII na Corte de Maria de Champagne, Andreas Capellanus inclui exactamente um «caso» que parece o protótipo daquele que mais tarde dará origem à tragédia de Manuel e Madalena:

Cuiusdam enim mulieris nobilis amator quum in regiam esset expeditionem profectus, falsis inter omnes ferebatur rumoribus, ipsum decessisse; que percepto et subtiliter inquisito consuctam et rationabilem gessit tristitiam, et quam pro mortuis credidit debitam amorosis; deinde alii se copulavit amori. Post modica vere temporis elapsa curricula revertitur primus amator et solitos sibi quaerit exhiberi amplexus...



(Esta e a seguinte versões em português não vêm no original: «Um amante nobre de qualquer mulher, desde que tivesse partido para uma expedição régia, difundia-se entre as pessoas através de falsos rumores que ele morrera; o que, conhecido e subtilmente inquirido, gerava a costumada e racional tristeza a qual creio ser devida aos mortos do amor: em seguida unia-se a outro amor; depois, decorrido um pequeno lapso de tempo, voltava o primeiro amado e procurava que os carinhos habituais lhe fossem retribuidos.» [Trad. do Dr. António Torres])

O caso que as Cruzadas tornavam de grande actualidade na Europa do século XIII é, nas suas premissas, semelhante ao nosso: não nas suas conclusões, já que a ética encarada por Manuel de Sousa Coutinho exclui o debate sobre qual dos dois maridos a mulher deve amar. O problema nem sequer se põe: se o segundo vínculo não existe, visto já não ser consagrado pelo matrimónio, também o primeiro foi dissolvido, contaminado, pelo segundo amor. E não há outra solução além da morte: a morte para o século, na expectativa de que Deus, na sua misericórdia, queira conceder também a segunda, a definitiva. Solução cruel, trágica, mas na sua inelutabilidade mais lógica, mais moral, mesmo para quem não seja católico, do que a indicada, por exemplo, por um código civil para o qual a «solução», pois que o segundo casamento não existe, é o regresso puro e simples ao primeiro, ao statu quo.
Garrett não podia aceitar esta solução. Na praxis pessoal ele tinha escolhido a solução da ética cortês, isto é, ao dever tinha anteposto o amor, exactamente como sancionava o cavaleiro cortês de Andreas Capellanus:

... si [mulier] viderit, suam voluntatem nullius coactionis sentire fomenta, et, exstinctum adversus amantem primum sPiritum reviviscere non posse, cognoverit, amantem potest servare secundum. Nam dicere, quod ad primum debeat praecise redire, nisi hoc faciat, amoris compunctione suasa, esset asserere turpe et amoris praecepta fraudare... (')

(«... se [a mulher] verificar que a sua vontade não sentiu o lenitivo de qualquer coacção e reconhecer que não pode fazer renascer o amor extinto para com o primeiro amado, pode ser fiel ao segundo amado. Com efeito, dizer categoricamente que deve voltar ao primeiro amado, a não ser que o faça persuadida pela amargura do amor, seria aplicar torpemente e defraudar os preceitos do amor.» [Id. Id.])

O caso de Madalena de Vilhena e de Manuel de Sousa Coutinho era sem dúvida alguma mais complexo: e não apenas pela indissolubilidade do vínculo matrimonial, pelo seu carácter de sacramento; mas pela presença da filha ilegítima que do caso era a verdadeira inocente vítima.
O final do drama garrettiano, com aquela morte em cena aberta, pareceu não raro por demais truculento, excessiva e clamorosamente romântico.
Mas não tinha razão: o sacrifício era plenamente justificado tanto no plano lógico como no teatral. Maria de Noronha devia desaparecer porque depois da morte (se a morte civil equivale à morte real) dos seus pais, a filha ilegítima de um matrimónio inexistente já não tinha o seu lugar no mundo, já não existia, se é que algum dia tinha existido.»

Luciana Stegagno Picchio, Quatro Lições Sobre o Teatro Português, «Estudos Italianos em Portugal», 1967 [IV - O Frei Luis de Sousa de Garrett: tentativa de Interpretação de várias Interpretações].

Sou Um Pequeno Coqueiro

Sou um pequenino coqueiro e vivo nas terras quentes de África e já sou bem alto.

Normalmente, quando é Verão, os senhores simpáticos colhem os meus saborosos frutos, os cocos, e utilizam-nos para diversas coisas: gelados, leite e água de coco e para comer assim ao natural. Como outras árvores tropicais, vivo em países quentes.
Os nossos frutos têm de ser exportados para outras pessoas os saborearem.Em todos o Verões vejo senhores simpáticos a comer cocos e a beber a minha água. Também os ouço a dizer que eu sou uma grande árvore e isso deixa-me muito contente!
Os cocos têm uma forma redonda e têm uma casca castanha.
Quando o tempo fica mais frio, arrepio-me todo e os meus coquinhos escondem-se entre as minhas folhas.
Neste momento estou ansioso por mais um Verão.


21/10/08

André Areosa, nº3
7ºA

Se eu fosse...

Se eu fosse
uma borracha
gostava de apagar a guerra
e depois ver como ficava a Terra.
Apagar as armas
e extinguir as facas.
Criava a paz e o carinho
toda a gente ficava com um miminho,
mas hoje é complicado,
porque tudo anda desajeitado
que tristeza, que dor.
Hoje em dia não há carinho nem amor.

Se eu fosse
uma flor,
gostava de dar amor,
gostava de ter uma bonita cor,
viva, alegre e divertida,
como é a vida.

Se eu fosse
um pincel,
gostava de pintar o mar
para depois o contemplar.
Pintaria,
desenharia um poema
com cores divinais
onde as pétalas das rosas
brilhassem como cristais.

Se eu fosse
um anzol,
gostava de ver o Sol
e de abraçar um farol.
Mas pescar é a minha vida
e é muito divertida.

28/10/08

André Areosa, nº3
7ºA