terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NATAL? QUE NATAL?! VÊ COM MUITA ATENÇÃO!




DEPOIS DE PENSARES UM POUCO, QUE TAL DARES RESPOSTA
AO "PROJECTO AJUDAR" DA TUA ESCOLA E ASSIM CONTRIBUIRES
COM UMA PEÇA DE ROUPA OU OUTRO ACESSÓRIO QUE JÁ NÃO QUEIRAS
PARA OS TEUS COLEGAS MAIS CARENCIADOS?
VÁ LÁ!NÃO CUSTA MESMO NADA!

domingo, 6 de dezembro de 2009

COMENTÁRIO AO POST ANTERIOR...

Olá caríssimos bloguistas
Esta febre das novas tecnologias tem destas coisas... Tentei colocar um comentário ontem à noite mas, por motivos que desconheço, não foi possível executar essa tarefa. Razões que a Razão desconhece...
Aqui fica a minha reflexão.

Boa noite, Sra professora.
Confesso que, quando li o seu post, fiquei estupidamente boquiaberto. Não resisti e decidi comentar. Então, aqui vai…

Não sabia da existência de tão ilustres mestres na arte da leitura e da literatura.
Confesso minha ignorância, mas não conhecia, até ao momento, a douta e sapientíssima doutrina dos senhores PRADO e CONDINI. Prometo, em breve, ler a obra e tirar outras conclusões.
Na verdade, não fosse esta uma obra de finais da década de noventa e julgaria eu que estaríamos perante um panfleto proveniente da máquina publicitária do Antigo Regime, com marca vincadamente Pidesca.
A lembrar os tempos da outra senhora, onde apenas reinava a política dos três F’s: Fado, Futebol e Fátima. Leitura para quê? O Povo quer-se estúpido e, de preferência, com a barriga cheia de vinho.

Será que esses senhores conhecem o significado da palavra alfabetização? E que é definida como um processo que não se resume apenas na aquisição de habilidades mecânicas (codificação e descodificação) do acto de ler, mas também na capacidade de interpretar, compreender, criticar e produzir conhecimento?

Todas essas capacidades citadas anteriormente só serão concretizadas se os alunos tiverem acesso a todos os tipos de textos. O aluno precisa encontrar os usos sociais da leitura e da escrita. Confesso que adorava ver a reacção dos mentores do Plano Nacional de Leitura relativamente ao texto daqueles senhores.

Na verdade, a leitura é uma actividade básica na formação cultural da pessoa. Além disso, é uma excelente actividade de lazer. Ler é benéfico à saúde mental, pois é uma actividade neurológica.

Termino, deixando alguns (poucos, mas bons!) pensamentos sobre a importância da leitura:

"A leitura deve ser para o espírito, como o alimento para o corpo, moderada, saudável e de fácil digestão."
"A leitura, como a comida, não alimenta senão digerida."

"Lendo-se pela primeira vez um bom livro, experimenta-se o mesmo prazer que se experimentaria se se adquirisse um novo amigo: relê-lo, é um antigo amigo que se recebe".

"Assim como, ao colher as rosas, temos o cuidado de evitar os espinhos, devemos também colher dos livros o que neles há de bom."
Montesquieu dizia: "Nunca tive tristeza que resistisse a uma hora de leitura".
De Pascal: "A consciência é o melhor livro e o que menos se consulta."
Cícero dizia: "Uma casa sem livros é um corpo sem alma."
"Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo." (Paulo Francis)
"Amar a leitura é trocar horas de fastio por horas de inefável e deliciosa companhia." (John F. Kennedy)
"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro." (Henry David Thoreau)
"Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por idéias." (Mário Vargas Llosa)
"O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler." (Ziraldo)
"São necessários anos de leitura atenta e inteligente para se apreciar a prosa e a poesia que fizeram a glória das nossas civilizações. A cultura não se improvisa." (Julien Green)
"Nós mudamos incessantemente. Mas se pode afirmar também que cada releitura de um livro e cada lembrança dessa releitura renovam o texto." (Jorge Luis Borges)
"A leitura especializada é útil, a diversificada dá prazer." (Séneca)
"A leitura é um grande lenitivo para a velhice nos achaques que a incomodam, e reclusão a que obrigam." (Marquês de Maricá)
"A leitura engrandece a alma." (Voltaire)
"A leitura nutre a inteligência." (Séneca)
"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?" (Fernando Pessoa)

Para uma reflexão de todos!

Até breve!
J.B.

"LER PODE TORNAR O HOMEM PERIGOSAMENTE HUMANO" - GUIOMAR DE GRAMMON

«A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo fora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode tornar-se um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para quê conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tão pouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incómodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões.... O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna colectivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.»
Guiomar de Grammon
In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.

LEITURA... E ANÁLISE LITERÁRIA


Boa noite a todos!

Enquanto vou preparando as aulas da semana, dei por mim a pensar por que razão a maioria dos alunos, sobretudo os do Ensino Secundário, não gostam de ler. Nomeadamente, as obras literárias, as narrativas, os dramas e a poesia.

Mas, se não o fazem, quem irá perpetuar a nossa cultura, aquilo que temos de mais genuíno? Uns dizem que são obras chatas, aquelas do programa; outros, que os autores são aborrecidos ... Meus senhores, decidam-se: se os Realistas são demasiados descritivos, se os homens do Barroco exploram ao máximo as artes oratórias, sempre podem optar pelo Modernismo (Pessoa é o máximo...). Ou entao, para os mais ousados, Saramago é uma boa aposta. São várias as opções... mas, meus amigos, leiam! Vão ver que não dói nada!
Mas será que ainda não entenderam que Ler é a ginástica do cérebro? Não existe melhor forma para o exercitar...

E dizem eles que não gostam, que não o fazem (salvo raras e honrosas excepções, claro está...) pelos mais diversos motivos: uns, dizem que é chato ler; outros, afirmam que nunca o fizeram, por isso ...; outros ainda pensam que a leitura não é fundamental nos dias de hoje; ainda outros há que dizem não saber interpretar os textos que lhe surgem no caminho... Enfim, modernices!!!

Já aqui falámos dos 10 Direitos Inalienáveis do Leitor. Achei por bem relembrar aqui uma leitura que fiz há bastante tempo e, quiçá, poderá ajudar na interpretação das obras literárias.
Trago-vos hoje outro decálogo, muito actual ainda, e que descobri ao folhear as Lições de Literatura Portuguesa, de António Bragança, que tenho cá em casa:


Os Dez Mandamentos da Análise Literária

1- Leitura integral, de contacto, descontraída, que possa fornecer a ideia geral do texto.

2 - Re-leitura de análise (repetida tantas vezes quantas necessárias) com o lápis na mão, assinalando as passagens que mais chamem à atenção ou que envolvam problemas de entendimento.

3 - Consulta do dicionário a fim de resolver dúvidas quanto à denotação das palavras ou expressões.

4 - Re-leitura tendo em mira compreender o índice conotativo das palavras ou expressões.

5 - Apontar as constantes ou recorrências do texto, sobretudo no que toca à conotação.

6 - Interpretar tais constantes ou recorrências.

7 - Consultar as fontes secundárias caso o texto o reclame: história literária, da cultura, biografia do autor, bibliografia, etc.

8 - Organizar em ordem hierárquica de importância as constantes ou recorrências e sua qualidade emocional, conceptual.

9 - Interpretá-las e depreender as lições que comportam.

10 - Conclusão do trabalho e sua redacção final.

Aqui fica a dica... Este trabalho não é muito diferente do que também já fiz e vou fazendo com os meus alunos.
Nem sempre as aulas têm de ser originais, multifacetadas, viradas para as novas tecnologias, organizadas em torno dos nossos aparentemente incontornáveis acetatos, powerpoints, quadros interactivos, trabalhos de pares ou grupos. Por vezes, em aula, é mesmo preciso, simplesmente, seguir estes dez mandamentos e, de lápis na mão, ler e re-ler.
Acreditem que é fabuloso descobrir que os nossos alunos, muitas vezes, nos surpreendem com as suas descobertas, com suas análises.
O importante não é dar o peixe; importante, é ensiná-los a pescar!

Até breve!
J.B.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009




JÁ AGORA, DE NOVO, A LEMBRANÇA!

UM CONTO DE NATAL
Alguém espera ler um maravilhoso conto de Natal escrito por ti!
Sim, por ti!
Sabes que é assim que se faz um escritor de sucesso?!
Não sabias?!!!
Vê a quantidade de escritores que começaram com bem menos
e até com livrinhos de má qualidade literária.
Sabes a quem me refiro, não?!
Ora, então, vamos lá: "Era uma vez..."

A PROPÓSITO DO 1.ºDE DEZEMBRO - O DIA DA RESTAURAÇÃO!



Aqui fica o poema que novos e velhos declamavam ao clarear do dia 1.º de Dezembro.






Salvé o 1.º de Dezembro de 1640!

Eu gosto de recordar
O dia que ao despontar
Já vi livre a Pátria minha.
Esta Pátria tão ditosa, tão linda e 'valerosa'
Das outras Pátrias, Rainha!

Portugueses, celebremos
O Dia da Restauração
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.
A Fé nos Campos de Ourique,
coragem, fé e valor.
Os famosos 'de Quarenta'
Que lutaram com ardor!

QUE ACONTECIMENTO SE COMEMORA HOJE?


Pois é, meus amigos... Aposto que nem todos sabem...
Para que não restem dúvidas e não façamos "figurinha triste" como fez há dias uma "doutíssima" figura brasileira chamada Maité Proença, aqui vai o meu modesto contributo...

A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, quis conquistar o Norte de África, lutando contra os mouros. Na batalha de Alcácer Quibir, no Norte de África, os portugueses foram derrotados e D. Sebastião "desapareceu". O desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica.
Nas Cortes de Tomar de 1581, Filipe II de Espanha é aclamado rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas, Portugal ficou privado de rei natural, designando-se este período por "domínio filipino".

Apesar de sermos um Povo de brandos costumes, sempre tivemos alguma antipatia para com "nuestros hermanos"... E como de Espanha "nem bom vento, nem bom casamento" (diz o povo, com ou sem razão...), um sentimento profundo de autonomia começou a crescer e foi consumado na revolta de 1640, na qual um grupo de conspiradores da nobreza aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.

Esclarecidos? Ora ainda bem... Fico satisfeito...
Até breve!
J.B.


domingo, 29 de novembro de 2009

OS DIREITOS INALIENÁVEIS DO LEITOR



A pouco e pouco, os livros foram entrando na minha vida, permitindo-me crescer, aprender, sonhar, viajar, conhecer pessoas, tempos e lugares distantes...

Hoje, não consigo imaginar como seria a minha vida sem eles.


E como as coisas boas desta vida devem ser partilhadas, senti a necessidade de partilhar convosco uma obra que me marcou imenso.

Neste post, não quis deixar de transcrever um excerto daquele que tem sido uma referência para mim, nestas questões da leitura: Daniel Pennac.

Aqui ficam os seus 10 direitos inalienáveis do leitor, para ler, reflectir e aplicar...

O direito de não ler.

O direito de saltar páginas.

O direito de não acabar um livro.

O direito de reler.

O direito de ler não importa o quê.

O direito de amar os “heroís” dos romances.

O direito de ler não importa onde.

O direito de saltar de livro em livro.

O direito de ler em voz alta.

O direito de não falar do que se leu.

Fonte: Daniel Pennac, Como um Romance, Ed. ASA, 1992, p. 155.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

CONCURSO: A MAIS BELA FRASE DE NATAL!


Meus colegas de eleição!
Portugueses, Portuguesas!
Francesas e Inglesas!
E Gente com coração!

É tempo de dizer, agitar,
reinventar palavras e ideias.
É agora que tudo deve acontecer.
Então nada mais fácil.
Peçam aos vossos alunos que escrevam uma frase
alusiva ao Natal.

Em Língua Portuguesa, Francesa ou Inglesa,
mesmo Chinesa ou Bulgara.

E depois é só começar.
Assim, algo belo e partilhado dará forma ao mais belo poema de Natal do nosso agrupamento!

Pormenores técnicos:
.Regulamento: consultem os Professores e estes o Professor José Brás;
.Tempo: agora porque logo, logo é Natal!
.Prémios: doce, cremoso, suave e eternamente divino.
.Júri: José Brás, Teresa Fernandes, Lúcia Monteiro, Olinda Braz e Padre Victor

domingo, 22 de novembro de 2009

REFLEXÕES DA JOANA SOBRE O TESTE DE PORTUGUÊS E AS VIAGENS TURÍSTICAS ATÉ À LUA


O MEU TEXTO DA PROVA ESCRITA DE PORTUGUÊS: VIAGENS ESPACIAIS!

Na primeira prova escrita de Português, fiquei surpreendida com o tema da composição. Inicialmente, não sabia o que escrever quando me deparei com o seguinte "Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas (200) e o máximo de trezentas (300) palavras, elabora uma reflexão sobre a exploração das viagens espaciais com fins lucrativos, num futuro que se adivinha cada vez mais próximo.”
Para fundamentar o seu ponto de vista, recorra, no mínimo, a dois argumentos, ilustrando cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo."
Sempre tive o vício de no início dos testes de Língua Portuguesa, após receber o enunciado, ler o tema da composição, e vou ser sincera, nunca me senti tão em branco como com o tema deste teste. Enquanto fazia o resto das perguntas, pensava sempre no que havia de escrever, mas nada me passava pela cabeça, não me sentia nada à vontade para falar sobre explorações das viagens espaciais. Era um tema que não me interessava muito e para além disso tinha a cabeça noutro lugar, o meu namorado estava doente e eu não conseguia "atingir" a concentração de que necessitava naquele momento. Mas mesmo com todos estes percalços, gostei do resultado da minha composição, e por isso decidi colocá-la aqui:

“ Com a evolução constante em que o mundo se encontra é cada vez mais fácil realizar um sonho, que há cerca de cinquenta anos atrás ou talvez mais parecia impossível. Para que isto aconteça basta que as pessoas tenham uma boa situação financeira e tudo se torna possível!
Ir a Lua, por exemplo, há alguns anos atrás, era algo impensável, hoje em dia já se encontram vários milionários inscritos para fazerem uma viagem a este satélite.
Mas há coisas que não entendo. Como pode alguém ser tão egoísta e pensar apenas em si próprio, ir gastar imenso dinheiro para realizar uma viagem caríssima e não pensarem em ajudar as pessoas que todos os dias morrem com fome ou com doenças, porque não têm dinheiro para os tratamentos ou medicamentos? Não sei como pode haver pessoas tão cruéis que não se preocupam com os outros, nem com os problemas que preocupam a humanidade!
É incrível como hoje em dia o dinheiro compra tudo e permite a realização até das coisas mais incríveis!...
Não tarda muito, e até serão feitas construções em Marte, e/ou na Lua, e as pessoas que têm possibilidades começarão a ir passar férias, gastando imenso dinheiro.
Para mim, poder fazer uma viagem à Lua é um grande sonho, mas como não sou milionária e não posso realizar esta viagem, faço como o Fernando Pessoa ortónimo, sonho, deixo que a minha imaginação voe ate lá, permitindo que a minha alma vá ate à Lua, e um dia, quando for rica, como já fiz essa viagem em sonhos, ajudarei quem precisa.”
PUBLICADA POR JOANA, 12.ºBCT 10/NOVEMBRO/2009

Vai ao espaço da Joana do 12.ºBCT: http://www.mundodasfantasias.blogspot.com

CRISE AMBIENTAL NA OPINIÃO DE RUI RAMOS


CRISE AMBIENTAL

Na base da evolução humana está a pretensão de um qualidade de vida sempre superior, e uma das melhorias mais significativas ocorreu com a revolução industrial, com a descoberta dos combustíveis fósseis. Estes combustíveis, extremamente energéticos, permitiram ao Homem uma rápida obtenção de energia, mas sendo demasiado poluentes, até que nível esta relação recíproca compensou?
Assim que se verificou que estes métodos eram excessivamente poluentes, do mesmo modo se constatou o aumento do efeito de estufa, e também a destruição da camada de ozono devido a outros métodos industriais. Sabe-se hoje que a camada de ozono e o efeito de estufa são essenciais à existência humana nas quantidades correctas. A ciência prevê que estamos a sofrer alterações climáticas significativas, com tendência para se agravarem o que pode comprometer o futuro. E o que foi feito em relação a isso? Nada.
O Homem só reage em momentos avançados da evolução de qualquer problema. Recordemos que os efeitos de alterações climáticas que sofremos hoje se devem à poluição de há 50 anos atrás, ora durante este período a população mundial cresceu, o que implica um maior consumo energético. Como serão os efeitos climáticos daqui a 50 anos?
A ganância humana tem tendência a piorar esta crise ambiental, vejamos a renúncia chinesa ao protocolo de Quioto, e se na China apenas uma ínfima percentagem da população tem carro, imaginemos quando houver um carro para cada 5 chineses, será uma aberração!...
Digamos que a atitude humana perante o ambiente é um suicídio global. Imaginemos um fumador que sabe os malefícios do tabaco, não é viciado, mas insiste em fumar porque lhe dá estatuto. Comparando esta situação à crise ambiental vê-se um perfeito encaixe, arrisco-me a dizer que 40% do consumo energético será por puro comodismo.
A verdade é que, de facto, “we are digging our graves”.
Rui Ramos, 12.ºACT

"LÁGRIMA DE PRETA" DE ANTÓNIO GEDEÃO

sábado, 21 de novembro de 2009

EFEMÉRIDE II



O Dia Nacional da Cultura Científica, 24 de Novembro, instituído em 1997 para comemorar o nascimento de Rómulo de Carvalho e divulgar o seu trabalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência, celebra-se durante esta semana.

Se tens interesse pelo tema, navega pelo site http://www.cienciaviva.pt/semanact/

Até Breve!
J.B.

EFEMÉRIDE I

Num País onde tudo se comemora - às vezes por tudo e por nada - lembramos aqui um dos expoentes da Literatura Nacional que andará, para todo o sempre, na boca do Povo, literalmente. Quem não conhece a famosa Pedra Filosofal, por todos recordada pela voz de Manuel Freire?

Refiro-me, claro está, ao poeta e pedagogo António Gedeão.

1906 - Nascimento de António Gedeão  
Morre a 19 de Fevereiro de 1997
A 24 de Novembro de 1906, nasce, em Lisboa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, professor, investigador e poeta. Como pedagogo, foi autor de inúmeras obras de divulgação científica e, como poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão, escreveu conhecidos poemas como Lágrima de Preta e Pedra Filosofal.

Para a posteridade, e uma vez que  Pedra Filosofal é conhecidíssima de todos, deixo  Lágrima de Preta, um hino à simbiose entre a pedagogia e a poesia, sem esquecer o lado humano. Simplesmente Lindo!!!
Até breve!
J.B.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

SUGESTÃO DE LEITURA


Conheci Bernardo faz birra (de Hiawyn Oram e com ilustrações de Satoshi Kitamura, da Caminho) aquando da minha passagem por alguns blogs que sigo constantemente.
Achei piada ao título, até porque o que não falta hoje em dia por aí são birras... por tudo e por nada!!!
Sem ainda nada conhecer do seu interior, comecei a imaginar quais seriam as birras do Bernardo... Dei por mim a imaginar as minhas birras, as birras dos colegas, as birras dos alunos,... Enfim, um exercício de "brainstorming" super-divertido...

Pensei em comprá-lo, mas está difícil...

Se, por acaso, alguém o encontrar por aí, faça o favor de avisar. Se o encontrar, prometo falar dele aqui.
Curioso? Bastante..
Até breve!
J.B.

domingo, 15 de novembro de 2009

PROJECTO AJUDAR!



A par do que tem vido a acontecer em anos lectivos anteriores, mais uma vez, chegou a hora de prestar alguma atenção aos outros. Mais precisamente aos alunos do nosso Agrupamento que, por variadíssimas razões, precisam de mais um pouco para se sentirem mais felizes no Natal que se aproxima.
Assim, srs. Professores, alunos e funcionários das escolas do nosso Agrupamento é chegada a hora de doar aquele casaco em bom estado, mas que já não quer usar, a camisola vermelha ou azul que lhe ocupa a cómoda que está a abarrotar, as sapatilhas e o que o seu coração quiser partilhar!
Os cartazes vão aparecer nas escolas do Agrupamento!
Procedam como nos anos anteriores.
Vão ver que não dói nem custa nada!

ENTREVISTA OU ENTREVISTADO? OS GATOS FEDORENTOS!

sábado, 14 de novembro de 2009

INÉRCIA OU DESCONHECIMENTO?

Boa noite, meus amigos e amigas...

Hoje dei por mim a pensar que a ausência sistemática de comentários às várias mensagens publicadas no blogue pode ser sinal de uma situaçao preocupante.

Por um lado, inércia: se assim for, significa que os "bloguistas" andam distraídos, não querem saber da nada, andam na blogosfera por ver andar os outros... Isso é mau, amigos... O blogue foi criado para vós, com muita dedicaçao... No mínimo, algum comentário... é sempre bom perceber que há receptores do outro lado...

Por outro lado, desconhecimento... Será de crer que o pessoal da escola nao sabe da existência deste blog? Não acredito... Há aqui muitas horas de dedicaçao...

Aqui fica o repto. Espero que alguém tenha a coragem de dar o primeiro passo... Este blog, sem vós, não existe...
Quero ouvir/ler sugestões, críticas (desde que construtivas...), enfim...

Aguardemos, como se diz na minha terra!

Um abraço
José Brás

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A MINHA MENSAGEM PARA VÓS...

Nao tive oportunidade de o fazer mais cedo... Peço desculpa por isso. Mas aqui fica o meu desabafo, pela boca do Ary, para todos aqueles que estudam e vivem o Agrupamento.
Um abraço para todos!
José Brás

APRENDER A ESTUDAR

Estudar é muito importante, mas pode-se estudar de várias maneiras...
Muitas vezes estudar não é só aprender o que vem nos livros.

Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas.
É também aprender a ser livres, sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas também a sonhar.
É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.

Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros, a ajudar os outros, a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo e ter um amigo também é estudar.

Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça
que saiba pensar, pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.

Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro,
pode ser a mais bela redacção do mundo...

Estudar é muito mas pensar é tudo!

José Carlos Ary dos Santos, Obra poética, Ed. Caminho

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

HELP! THE BEATLES




Já que a recepção aos novos professores do Agrupamento se realizará no próximo dia 11 de Novembro, Quarta - feira, com passeio à tarde em torno das aldeias concelhias, um "Porto de Honra" na "Nossa Senhora do Amparo" e um jantar na Escola Dr. Ramiro Salgado, o Departamento de Línguas deixa aqui o desejo de uma excelente estadia a todos os colegas.

Para que o dia seja pleno, não esqueçam que esse é também o dia da celebração do S. MARTINHO! CASTANHAS E VINHO! O último só mesmo na noite da aldeia mais famosa deste dia - Maçores.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

HALLOWEEN! On First November!








ENJOY YOURSELF AND HAVE A FUNNY DAY!
Esse é o desejo das Professoras de Língua Inglesa
para todos os alunos do Agrupamento de Escolas de Torre de MOncorvo

EXPOSIÇÃO DE ABÓBORAS NA ESCOLA E.B.1,2,VISCONDE VILA MAIOR!



ACTIVIDADE DO GRUPO DISCIPLINAR DE LÍNGUA INGLESA:
- EXPOSIÇÃO E "CONCURSO DE ABÓBORAS" FANTASMAGÓRICAS NA
ESCOLA VISCONDE VILA MAIOR,
DESENHADAS E RECORTADAS PELOS ALUNOS
DO 2.º e 3.ºCICLOS DE ESCOLARIDADE .


Sexta - feira, 30 de Outubro de 2009, visita
a Escola Visconde Vila Maior, durante o período da tarde,
e poderás ver trabalhos fantásticos realizados pelos teus colegas,
a propósito do Halloween!
Participa e colabora!

Os Professores de Língua Inglesa desejam que gostes da actividade e te divirtas!

domingo, 25 de outubro de 2009

SAUDADES DA PROFESSORA SÓNIA PEDRO!



Parafraseando Sílvia Schmidt

Não sei como a vou encontrar, mas estas rosas falarão por mim e todas as colegas do Departamento de Língua Portuguesa.
Se não tem estado feliz, que elas a ajudem a recuperar a felicidade.
Se a sua fé tem sido abalada, que elas possam fazer com que milagres aconteçam.
Se pensa que ninguém lhe dá importância, que elas façam com que reconheça o seu próprio valor.
Onde quer que esteja, deixe que estas rosas falem por nós e todos os nossos alunos!...
Professora Teresa Leonardo Fernandes

domingo, 11 de outubro de 2009

Italien time!!! That's funny!

PARTILHAR É UM DOM! MENSAGEM PARTILHADA PELA PROFESSORA ANA LÚCIA MONTEIRO (INGLÊS)


imagem: símbolo-dgidc-infantil

Lê esta Mensagem de Pedro Bello
e divulga-a!
Cápsulas Nespresso e telas para as crianças do IPO.


Mesmo não tendo, podes passar a palavra a quem tenha uma máquina de café Nespresso.
Venho solicitar a vossa ajuda para um novo 'projecto' com as crianças do IPO.
Pretendemos recordar a importância de reaproveitar os materiais a custo zero
com uma actividade criativa. Um dos objectivos é fazer uma árvore de Natal.
Vamos fazer esculturas com cápsulas Nespresso usadas /recicladas!
Juntem as vossas cápsulas usadas num saco ou caixa. Para este trabalho também aceitamos telas de qualquer tamanho.
Os sacos podem ser deixados na Acreditar (Rua do IPO), enviados em caixas
próprias dos CTT, ou acordar comigo o modo de entrega.
Obrigado a todos.

Contactos:
Pedro Bello
bello.pedro@hotmail.com
telemóvel: +351 916852874
ou
ACREDITAR
A/C Filipa Carvalho
Rua Prof. Lima Basto, 73, 1070-210 LISBOA
TM: + 351 217 221 150
E-mail:fc@acreditar.pt

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

EXCERTO DE SOPHIA



“ Esta é a madrugada que eu esperava.
O dia inicial inteiro e limpo.
Em que emergimos da noite e do silêncio.
E vivos habitamos a substância do tempo.”

Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Agora é só mesmo para animar! Conquista o teu paraíso!

DESCOBRIR TALENTOS!

QUERES SER O PRIMEIRO A COMEÇAR?!

Escreve o teu texto sobre algo relacionado com a GRIPE A.
Podes mesmo tentar um cartaz, um folheto informativo
ou até mesmo um desenho.
Podes criar e mostrar os teus talentos
que aqui serão divulgados e mesmo premiados.
Podes expressar-te em Português, Francês e Inglês
e até mesmo em Chinês.

"Bora lá, pessoal".
Não custa nada tentar.

PREVENÇÃO É TER CUIDADO!

Para protecção de gripes
ou mesmo de outra infecção,
nada mais fácil
que o simples gesto rotineiro
de lavares as mãos,
e uma ou outra indicação
que podes encontrar
nos cartazes de divulgação.
Mas nada te impede de ser educado,
generoso e solidário.
Não esqueças um sorriso ou aceno
para o teu colega do lado
ou simplesmente
uma mensagem de agrado.
Está atento, mas não apavorado!


PARÁBOLA DOS LÁPIS!

Afinal, ESCOLA é mesmo assim...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

OS MELHORES DE 2008-2009!

YOU ARE WINNERS!

Os Professores do Departamento de Línguas desejam sorte
e muita vontade de viver a todos os alunos
que terminaram o 12.ºano.

Parabéns pelo esforço, mérito e sucesso
demonstrados pelos nossos "melhores" alunos:
- 9.ºano: Mariana Jaloto;
- 12.ºano: Tiago Seixas.

PARABÉNS!

"A FALAR É QUE A GENTE SE ENTENDE!"

FALTAM CINCO DIAS!

Abre-se a porta do tempo e chega o momento de entrar.
De coração aberto e um mundo de experiências para narrar ou versejar.
Que este ano lectivo seja especial.
Uma epopeia de heróis e vencedores!...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Boas férias e excelentes leituras e escritas!

A equipa agradece, especialmente, à colega Teresa Fernandes - muitos beijinhos!
A Equipa do Blogue quer agradecer a todos aqueles que permitiram a elaboração e dinamização do mesmo, concluindo, simplesmente, que o resultado final foi mais do que satisfatório: foi inovador!
Agora, é só continuar em grande estilo, mostrando que a Mensagem não se rende às dificuldades, mas considera-as como desafios necessários para tornar o trabalho mais interessante (os obstáculos foram feitos para serem ultrapassados - é o que dá "pica" à vida)!
Obrigada, boas férias e até Setembro (a não ser que queiram contribuir nos vossos momentos de lazer :-))!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Crescer?!

Crescer?!

Por vezes esquecemo-nos de crescer.
Ou talvez não nos deixem!
Habituamo-nos aos caprichos dos pais. Eles fazem tudo por nós.
Somos como uma roseira, primeiro em botão, depois desabrochamos, e, por fim, perdemos as pétalas mas sem nuca sair do pé da flor.
Respiramos o mesmo ar, sentimos o mesmo sol, mas nunca experimentar algo novo.
Sentimos medo quando estamos sós, desamparados sem sentir aquela mão que nos segura.
Tal como o passarinho, quando chega o dia de deixar o ninho, sente receio de deixar aquele porto seguro.
Sabe que uma nova vida o espera!
Por esse mesmo receio, por vezes não queremos deixar esse canto do qual nos sentimos tão seguros.
Mas temos que seguir a vida, perder o medo, enfrentar aquilo que mais tememos. Sem nunca depender de ninguém. Sermos nós mesmos e tudo aquilo
que temos ou fazemos, fruto da nossa responsabilidade.
Sendo botão de rosa, ou passarinho tímido, não devemos viver à custa dos outros.
Pois também a rosa procura o sol, ou o passarinho deixa o seu ninho voando.
Devemos então voar, com as nossas próprias asas, sem depender de ninguém, sermos aquilo que nós mesmos decidirmos.

Mélanie Gonçalves, 11.ºCHLH

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O romantismo, estará presente nos nossos dias?

O romantismo, estará presente nos nossos dias?! Haverá amor ainda hoje, presente, com sinceridade? Todos temos uma opinião diferente sobre o assunto. Ainda hoje se vive um pouco de um amor intenso, mas pouco existe…
E o romantismo ainda existirá? Acho que o romantismo passou a ser radical…
Todas as pessoas têm mentalidades diferentes, pois umas pensam de uma maneira e outras de outra. Mas como termos nós certezas do que é, se a nossa gente diz coisas diferentes?!
Por outro lado, o romantismo ainda existirá? Pergunta não respondida atrás, mas, na minha opinião, ele existe, nem que seje o mínimo possível, mas existe, se quisermos ver, existe…
E o amor verdadeiro, existe ou ainda está para vir?
Existem várias maneiras de vermos o amor, há amor de pais e filhos, esse amor na maioria dos casos é vivido com intensidade e sinceridade, é um amor bonito…Por outro lado, há o amor entre marido e mulher que em certos casais existe, eu acredito que sim, mas e entre namorados?!
Pois…Acho que sim, mas às vezes tem-se receio de acreditar que sim.
E a educação que hoje se recebe? É boa ou não?
Será a mesma que se vivia antigamente?!
Acho que não. A educação é mais radical do que tradicional, pois, em tempos passados, o filho tinha respeito pelos seus pais, principalmente, mas também pelos seus familiares e as próprias pessoas que via na rua, mas e agora será igual?!
Não!
Hoje a maioria das pessoas é cínica. Passam por outras, suas conhecidas, e são capazes de se rir do mal delas. Hoje em dia já não existe “ajudar o próximo”, mas sim “quanto mais mal te poder fazer melhor”, mas pergunto-me se isto ira mudar? Fica uma pergunta sem resposta que ninguém poderá responder…
Mas será preciso tanta coisa?
Aqui esta o velho ditado presente, “só vivemos dois dias e um já vai a meio”. Será preciso que toda esta inveja e maldade existam?
Eu acho que não…
Acho que devemos respeitar a opinião dos outros e aceitá-los da maneira que são, pois todos somos iguais…

Mélanie, 11.ºCHLH

A educação tradicional e o romantismo desapareceram da vida portuguesa do século XXI

A meu ver, a educação tradicional e o "romantismo" não desapareceram da vida portuguesa do século XXI, apenas sofreram algumas alterações, umas mais moderadas e outras mais radicais. Estas alterações foram-se evidenciando ao longo dos tempos, em grande parte devido à evolução da mentalidade das pessoas, neste caso, dos portugueses. A educação tradicional e o dito "romantismo", variam consoante cada seio familiar, umas apoiam a educação tradicional, que na minha opinião vai passando de geração em geração e outras optam por uma educação não tradicional mas, diria eu, uma educação mais radical. Desde já, esta educação mais radical, ganhou importância, quando a mulher entrou no "mercado de trabalho", tendo em conta que o membro paterno começou a trabalhar muito mais cedo, os filhos eram, até aí, acompanhados pela mãe. Sendo assim, quando se deu esta mudança, geraram-se inovações, tornando-se visíveis, no século XXI. Nos tempos que correm é notável que os pais não passem tanto tempo com os filhos como seria necessário para haver uma transição completa da educação dos valores morais, continuando esta a ser correcta, mas superficial.

Comentário Elaborado por:
Liliana Sofia Rebelo, Nº10 11ºCHLH

domingo, 3 de maio de 2009

Leitura transversal da velhice e solidão de ontem e de hoje em terras de Trás–os–Montes – retratos/imagens escritas seleccionadas

1.“O velho, corcovado, arrimado à bengala de freixo …vinha procurar companhia….”

A solidão partilhada, mais fácil em outros tempos, quando a desertificação ameaçava menos as nossas terras; a fadiga e o desamparo, os mesmos sinais de ontem e hoje a que não prestamos atenção ou preferimos, por vezes, entreter nos lares, já que a vida a isso obriga ou porque a própria velhice nos assusta e amedronta.

2.“A samarra … sebenta pelo uso, capote para o Inverno …O colete cinzento sobre a camisa sem colarinho, refegada e suja, cingia-lhe o descarnado pescoço…”
“A pele da cara era queimada, curtida pelos ares do campo. (…) “

A solidão transparece na samarra e no resto das roupas. A falta de higiene motivada pela ausência de motivação ou esperança, e o desamparo de uma sopa quente ou de um mimo de quem nos ama e cuida de nós desenha-se no pescoço descarnado de quem muito trabalhou de sol a sol.
Hoje há cuidados, há amparo, há bom trato!
Então, como explicar o olhar de solidão?!

3.“A Lucinda, a companheira de sempre, que já tinha partido, nunca ultrapassou muito bem. (…)”
“Lia – se - lhe ternura no olhar.”
“ O pior eram as noites. Comia o caldo, …contou sempre com o saber da Lucinda. Nos dias da lavoura, que eram quase todos, vinha sempre na frente estafada, (…) e quando chegava a casa já a panela de ferro, atiçada pela fogueira crepitante, cozia umas couves que esborrachava com batatas e para adubar um naco de toucinho que tinha ido cortar à salgadeira. (…)”
“ Era uma santa….”
“Toda a vida habituado à Lucinda e agora ter que partilhar tudo com outros, não!”

Ontem, tal como hoje, a companheira é a alma do homem da lavoura. Restam poucos.
Há idosos sem companheira e o inverso também.
Era o casamento, com amor ou sem ele, mas que crescia com a habituação. E se essa habituação não é o afecto maior, Deus nos valha que o mundo muito mudou?!!!
4. “Noutros tempos era fácil, agora, tudo é lento, os movimentos, as horas, a vida.”
“ Agora que olhava para trás, lá longe, lembrava-se do casamento com a Lucinda, do tempo de tropa, difícil, mas diferente e depois… depois não se lembrava de mais nada. A vida tinha sido uma sucessão de dias, lavrando, semeando, colhendo.”
“Viu partir muitos, mas ele nunca se entusiasmou com a ideia.”
“Doía-lhe a alma quando via as terras cheias de ervedo.”

Dizem os mais velhos e menos novos que o Tempo parecia correr mais devagar. Havia tempo para conversar, brincar, trepar aos ninhos, ir aos riachos, beber na fonte, …
Noutros tempos, havia muito trabalho a preencher todas as horas e havia também horas e horas de lazer ao sol e ao soalheiro.
Havia tempo para os filhos! Havia tempo para os pais! Havia tempo para correr atrás das lagartixas… correr os canados…apanhar perdizes… ouvir histórias de encantar e amedrontar no largo da aldeia ou na partida da amêndoa….
Hoje há tempo?! Se alguém o achar, por favor, ajude-me a encontrar!!!

5. “ “Na sua mente formava-se a procissão da Quinta – feira Santa. (…) Depois alternava a banda e tocava umas modinhas tão tristinhas, tão tristinhas que emocionava toda a gente.”

“O Padre Abel puxava pelos dotes de orador. Olhai!, a dor de Maria. Olhai!.... e o mulherio…desatava numa choradeira que só parava depois de recolher à igreja e desandar em direcção a casa, a deitar a s contas à ceia , … sem carne de porco, para não cair em pecado.”

No tempo do Velho, a Semana Santa era vivida com paixão e muito sentimento. As dores de Maria eram exaltadas pelo Padre ou o vigário. O povo privava-se de quase tudo, mas nesses dias havia a penitência, carne de porco nem pensar! Era preciso expiar os pecados e outras coisas da natureza….
Hoje, sabemos que vivemos tempos que antecedem a Páscoa, a Semana Santa avizinha-se. Há recomendações para que mudemos de vida, possamos fazer sacrifícios e há também as procissões e os cânticos.Mas não me lembro de sacrifícios! Alguém se esqueceu de passar a palavra!....
A propósito diz António Sá Gué no seu Blogue “Palavras ao vento”:

“Que nenhum livro fique por escrever;
Nenhuma palavra por dizer;
Nada fique por descobrir.
Que nunca se encubra a verdade.”
(Excerto publicado em 21 de Março de 2009)

Nós, os mais jovens, queremos a verdade!
Acreditem que precisamos de testemunhos, de sabedoria, de conhecer experiências!
Será que os adultos andam demasiado distraídos?!
Será que os pais ficaram sem tempo para nos contarem ao ouvido, antes de deitar “Era uma vez…”
6. “Habitualmente os vizinhos aquela hora da tarde, vinham fazer-lhe companhia, mas hoje ninguém apareceu.”
“Até era bom que os vizinhos não aparecessem – não queria que ninguém percebesse. Queria partir!”
“O Padre Abel que fizesse o que entendesse, podia enterrá-lo fora do cemitério.”
“O sol apagava-se atrás dos montes. Sentiu frio. (…) Foi para dentro.

Deitou os olhos à corda pendurada atrás da porta que dava apara a loja, puxou um banco, esmou com o olhar a altura da viga do sobrado.”

A solidão de ontem e de hoje é a mesma, o desamparo, a falta de sonhos e companhia para quem espera sentado à soleira da porta por um “Olá!”, “Bom dia! Como está?!”
Em todos os tempos a dor pode ser levada ao limite. A corda e as vigas do sobrado estão a cada esquina e em muitos olhares cansados de viver.
“E ele há horas do Diacho!”,costumam assim dizer os mais velhos.
Para o Velho do nosso conto foi a fuga para outro lugar, talvez para junto da sua Lucinda,
Talvez para o seu regaço, talvez para as memórias de um tempo em que se conversaram, casaram e se habituaram para todo o sempre.
Que lhe importaria onde iria ser sepultado?! Fora do cemitério como é preceito da Igreja, quando alguém se antecede à ordem divina?! Que importava?!
A paz, a companhia da sua Lucinda, o fim da dor, a liberdade de ser rejuvenesceram-lhe a alma… Pelo menos, assim o pensara.
Quem somos nós para duvidar?
Hoje também se morre de solidão! É verdade! Também se morre de solidão! E hoje na era das novas Tecnologias e Novos saberes e novas oportunidades, enfim, num mundo que pensamos ser o melhor, também hoje, como já disse, há velhos de samarra. Pescoço descarnado que olham as cordas e as vigas do sobrado.

É o cansaço da velhice e, quem sabe, a sabedoria dos que perceberam que já nem tempo há para

ENVELHECER…. Nem mesmo …… Para MORRER!!!
Mélanie Gonçalves, 11.ºCHLH

Livro de contos de António Sá Gué – “Montes Ermos” - A minha leitura do conto

O FORMIGUEIRO
A TRINCADEIRA
MAS DIZEM QUE:

. “Num rebanho há sempre uma ovelha ranhosa”,
logo também há formigas “Assassinas” e “escravistas”;


Esta Trincadeira:

. abelhava incessantemente no Verão;
. abarratova o armazém comunitário do formigueiro;
. deitava-se regaladamente numa das câmaras e comia na adega, no Inverno;
. orgulhava-se dos seus valores morais;
. era adepta fervorosa da trofalaxia;
. tinha bom coração;
. era um pouco doidivana;
. trabalhava muito e pensava pouco;
. era muito rabiga;
. tinha pouco jeito para Matemática e Engenharia de construção;
. tinha grandes projectos;
. tinha fibra;
. no formigueiro, salvou-se de uma inundação, subindo para o ponto mais alto e esperou que a tempestade amainasse;
. construiu novo formigueiro, na cortinha de João Carranço;
. fez, ainda, formação profissional (no período larvar);


Importante dizer que no Formigueiro:

. as tarefas são partilhadas;
. tudo é ensinado com espírito cooperativo;
. conhecem-se os direitos e deveres profissionais;
. aprende-se a engenharia de construção;
. aprende-se a interpretar feromonas.

De novo, a Trincadeira:

. teve curta vida;
. descobriu ter como descendente a vespa, quando leu a “Verdadeira História dos Formicídios;
. leu também “A origem das espécies” de Darwin, quando deixou de ser larva e detestou;
. decidiu alertar o formigueiro sobre a ditadura química, o “ignorantismo” secular que lhes empedernia os cérebros (antenas) e desmascarar o evolucionista…;
. o seu lema cantante passou a ser:
“NÓS FORMIGAS, TAMBÉM SOMOS SERES PENSANTES!”

Mas as outras:
. não a ouviam;
. faziam sorrisos escarninhos;
. deitavam olhares desconfiados;
. criticavam: “Porque é que ela tem tanta necessidade de se afirmar?”

A Trincadeira resistiu:

. escreveu artigos de opinião;
. pintou murais com fases revolucionárias;
. fez um cartaz: “ Abaixo as amarras químicas, viva a liberdade!”

Mas as outras:

. não a levavam a sério;
. achavam - na infantil e com mau feitio;
. riam-se;
. desdenhavam.

E foi assim que ela, a Formiga Trincadeira:

. durante luas e luas andou descorçoada;
. decidiu que queria VOAR, revolucionar!
. desgastou-se, cansou-se;
. desistiu “ Se não os podes vencer, junta-te a eles”;
. passou a ser adepta do evolucionismo, de Darwin;
. detestou as feromonas que a faziam apegar ao chão;
. auto-convenceu-se;
. revoltou-se contra o criador pelos instintos que sentia;
. resistiu à prisão química;


E um dia, nos princípios de Setembro, viu um espectáculo divino:

. uma chusma de formigas aladas envolvia-se num frenesim copular;

ENTÃO

. desiludiu-se e ficou depressiva ao constatar que só ela não podia VOAR!
. esmoreceu;
. voltou à sua condição de formiga;
. deixou-se guiar pelos odores feromonais;
. cumpriu a vidinha de formiga;
. cortou folhas, arrastou sementes e suou pelas ribanceiras fora;

E um dia a Natureza, no Outono:

. transformou-a em ALUDA;
. ganhou ASAS;
. subiu à superfície e bateu as asas;
. voou, voou, subiu, lá no alto esqueceu tudo!...
. copulou com uma rainha…
E de Repente

. perdeu as ASAS;
. não aguentou a queda;
. “não devia ter subido tão alto”, pensou.
Assim, a Trincadeira tornou-se Ícaro

E

O Sonho desmedido destruiu-a!

Mas cumpriu-o!

.Afinal, conseguiu VOAR!!!

Logo, para terminar a versejar, o meu poema para António Sá Gué:

TRINCADEIRA RABIGA,
CONTESTÁRIA, COITADA!
QUIS VOAR,
MAS DEUS E O HOMEM CASTIGA.
E A FORMIGA COM CLASSE,
ALUDA E PRÓXIMA DA RAINHA,
ANDA COMIGO DE MÃO DADA,
FAZ-ME ARDER OS OLHOS A ESTUDAR,
E FAZ-ME CÓCEGAS A SONHAR.

PORQUE A VERDADE QUE EU TAMBÉM QUERO
É A DE UM DIA SER ALUDA
E ASSIM PODER VOAR!!!
Ana Marcela Félix, 11.ºCHLH, n.º2

António Sá Gué - “Os Contos dos Montes Ermos”

António Sá Gué

Nasceu em 1959, na freguesia de Carviçais, Concelho de Torre de Moncorvo, em plena Terra Transmontana. Após terminar o ensino secundário, alista-se como voluntário, com 20 anos de idade, no Exército Português. Passou pelos postos mais baixos e em 1990, ascendeu ao oficialato, após ter concluído o curso no Instituto Superior Militar. Estreou-se na escrita em 2007, com a publicação do romance “As duas faces da Moeda”, obra que, nesse mesmo ano, mereceu a atribuição, por parte da Papiro Editora, o título de “Melhor Conto” publicado no biénio 2006/2007.
É co-autor do livro de contos infantis “Mimos e Contos de Natal “ (Antologia), publicado pela mesma Editora. Nesta colectânea de contos, intitulada Contos dos Montes Ermos, as personagens são gente remota, as terras são longínquas, mas as temáticas são intemporais.
(In Nota Bibliográfica na badana da capa do livro em causa)

“Os Contos dos Montes Ermos” são onze, a saber:
.o Velho;
.o Eucalipto;
.o Comboio;
.o Colégio;
.a Feira;
.o Desertor;
.a procissão;
.o Desmancho;
.a Banda;
.a Ignorância;
.o Formigueiro.

Em Moncorvo, o livro foi apresentado no ano de 2008 na Biblioteca Municipal.
Mais textos e excertos dos livros escritos do autor podem ser lidos no endereço: http://antoniosague.blogspot.com/ , blogue intitulado “Palavras ao vento”.

“…” Queriam estar–nos–montes, mas não atrás–dos–montes. Não por se envergonharem, mas porque estar atrás – dos – montes era estar ultra periférico. Queriam que naquelas estradas não corressem só carros, mas corresse investimento, ciência e formação. Era tempo de a fronteira maronesa ser derrubada. Para lá do Marão mandam os que lá estão, continua a fazer sentido.”

Teatro Contra a Violência Doméstica e no Namoro

Decorreu no dia 29 de Abril, pelas 21h, no Celeiro, a representação do Teatro "Ninguém Merece Perder o Sorriso", com a presença da Comunidade Escolar e Concelhia e com a cobertura televisiva da SIC.

A Educação do século XXI – tradicional ou moderna?

A meu ver, ao longo dos anos, a sociedade portuguesa foi sofrendo algumas alterações, das quais podemos destacar: A Educação Tradicional que tem vindo a ser banida e o Romantismo enquanto conceito de vida. No que diz respeito à Educação Tradicional, actualmente, em pleno seculo XXI, verificam - se muitas transformações. Na minha perspectiva, a educação agora é mais liberal e não tão retrógada e exigente. Haverá ainda algumas famílias que perferem um tipo de educação que assenta na disciplina e no respeito perante a sociedade. Mas no século em que vivemos os jovens os seus pais e parentes vivem no seio de uma educação liberal, e é devido a esse tipo de educação que as pessoas já não têm respeito umas pelas outras e a isso se deve a criminalidade que afecta cada vez mais o país, ou seja, a Educação Tradicional foi perdendo importância, e actualmente deparamo-nos com uma educação liberal e não tão complexa. Tal como a educação tradicional, o Romantismo foi deixando de ter influência nas pessoas e hoje vive-se em estado de plena liberdade sentimental, logo casa-se com quem se ama e não com quem os pais decidem e exigem, sendo que na maioria dos casos por interesse financeiro. Por conseguinte, o divórcio é um fenómeno familiar e social que se integra muito na vida de um casal, ou seja, antes ninguém se divorciava e agora poderemos até referir que é "moda", o que antes era impensável. Para terminar, penso ser legítimo pensar que tudo no mundo sofre constantes mudanças. Assim, também os modelos educacionais e as correntes sentimentais vão sofrendo alterações e, outras vezes, são retomadas e/ou aperfeiçoadas.
Angelique Claudine Dias da Cruz, 11.ºCSH

Educação tradicional portuguesa e o “romantismo” desapareceram da vida portuguesa do séc. XXI?

A Educação tradicional portuguesa caracteriza-se pelo excessivo proteccionismo, pelos valores religiosos, pelas atitudes baseadas nas cartilhas que passam de geração em geração. Todas as acções são feitas em função dos valores religiosos. Hoje em dia, a educação, ao contrário do que muita gente pensa, é bastante centrada nos valores da educação tradicional portuguesa e no “romantismo”.
Se repararmos, hoje em dia, muitos pais protegem demasiado os filhos. Talvez achem que é uma necessidade fazê-lo, ou então pensam que eles serão pessoas melhor preparadas para o futuro.
As crianças, desde pequenas, são mimadas, porque é obvio que têm de ter um ambiente saudável. A alimentação deve ser adequada, os produtos utilizados têm de estar de acordo com o tipo de pele, têm de protegê-los do frio. Tudo isto é positivo, as crianças têm direito ao melhor, logo seria impensável não proteger uma criança.
Quando entram para a escola, os pais levam-nos e vão buscá-los, pois irem a pé, sozinhos para casa, é uma coisa que está fora de questão. E quando as crianças pedem aos pais se podem ir para o parque brincar com os amigos, também não podem. Porque há bichos, porque te constipas, porque é um mau hábito. Quantos pais não “compram” os filhos com brinquedos, jogos, promessa, para que eles se conformem com o “não”. Julgam que estão a fazer o melhor para eles, quando os estão a estragar.
Os pais, sem terem noção disto, estão a fazer com que os filhos se tornem anti-sociais, que não estejam preparados para o mundo e para o futuro. Fazem dos filhos “espécies solitárias”, sem amigos, sem vivências, sem contactos, porque acham que é em casa (e só em casa!) que vão encontrar pleno equilíbrio. Não há preparação nem física nem psicológica para o exterior. Tantas crianças morrem de medo do mundo desconhecido para elas.
Em suma, a sua vida resume-se a casa - escola, escola – casa.
Para finalizar, há que salientar que apesar de todo o proteccionismo ter alguns aspectos positivos, estes são em menor número que os aspectos negativos. Há que mudar mentalidades, hábitos… pois se no século XXI a educação não se baseia somente em princípios religiosos, a excessiva protecção dos pais face aos filhos, impede – os de criarem um mundo seu e o seu “escudo de protecção”.
Concluindo, muitos dos valores da educação tradicional portuguesa e do “romantismo” mantém-se no séc. XXI.
Ana Escobar, nº1, 11º CHLH

domingo, 19 de abril de 2009

“Outros Contos da Montanha”, de Isabel Mateus



CONVITE




O Grémio Literário Vila-Realense e a Câmara Municipal de Vila Real têm a honra de convidar V. Ex.ª a assistir ao lançamento da obra “Outros Contos da Montanha”, da autoria de Isabel Maria Fidalgo Mateus, a realizar-se no próximo dia 15 de Abril (quarta-feira), pelas 21 30, no Grémio Literário Vila-Realense.

A apresentação do livro será efectuada pela Professora Maria Assunção Anes Morais.

No final haverá um Porto de Honra acompanhado pelos típicos e saborosos doces de amêndoa de Torre de Moncorvo.

O CONSUMISMO – A ESCRAVATURA DOS TEMPOS MODERNOS

Hoje em dia, as pessoas são demasiado ingénuas e alvos perfeitos para empresários que querem vender os seus produtos.
Apesar de esta “escravatura não ser igual à escravatura que existia há quinhentos anos atrás, uma escravatura forçada, esta é mais mental porque as pessoas são forçadas a comprar através de complexos estratagemas de venda.
Actualmente, quando as pessoas se dirigem aos supermercados, compram não só o que precisam mas também coisas em promoção, só pelo simples facto de estarem em rebaixa de preço.
É por isso que se afirma que, hoje em dia, o consumismo é a escravatura da sociedade porque os consumidores são escravizados por empresários através das suas promoções e estratégias.


Moncorvo, 2008 Edgar Afecto

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Dentro das paredes da nossa casa pode acontecer a violência doméstica.A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, de forma silenciosa.Trata-se de um problema que pode acontecer com ambos os sexos e não costuma obedecer a nenhum nível social, económico, religioso,etc..como poderiam pensar alguns.A sua importância é relevante sob dois aspectos; primeiro, devido ao enorme sofrimento passado pelas suas vítimas, muitas vezes silenciosas e, em segundo, porque a violência doméstica pode impedir o ndesenvolvimento físico e mental da vítima.Podemos distinguir diferentes formas de violência doméstica:
-a violencia fisica: é o uso da força com o objectivo de magoar, deixando ou não marcas evidentes. São comuns murros ou chapadas, agressões com diversos objectos e queimaduras por objectos ou líquidos quentes. Quando a vítima é criança, além da agressão activa e física, também é considerado violência os factos de omissão praticados pelos pais ou responsáveis.O abuso do álcool é um forte agravante da violência doméstica física,é um estado onde a pessoa que bebe se torna extremamente agressiva, às vezes nem se lembra com detalhes do que fez durante essas crises más.
-a violencia psicológica: as ameaças de agressão física (ou de morte), bem como as crises de quebra de utensílios, mobílias e documentos pessoais também são consideradas violência emocional, pois não houve agressão física directa. Quando o(a) cônjuge é impedida(a) de sair de casa, ficando trancado(a) em casa, também se constitui em violência psicológica, assim como os casos de controlo excessivo.
-Violencia verbal: alguns agressores verbais dirigem-se contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas ao lar.A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio. O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento,cala-se, sendo que assim esse silêncio magoa mais do que se tivesse falado.
Violência doméstica é a violência praticada dentro de casa, usualmente entre parentes (marido e mulher). Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, violência contra a mulher e contra o homem, maus-tratos contra idosos, e a violência sexual contra o parceiro.

Mélanie Gonçalves, 11.ºCHLH

O (in)sustentável prazer de ler

Ler… Será um prazer sustentável ou insustentável? Ler, ler, até não podermos mais, ou, por outro lado, não ter tempo ou paciência, muito menos vontade. Será que o prazer de ler é sustentável? Ou será que é insustentável?
Na verdade, hoje em dia, a maioria das pessoas queixa-se com falta de tempo, para isto e para aquilo, porque trabalham o dia todo, chegam a casa e têm que tratar das tarefas caseiras, dar atenção aos filhos e, claro, ver a novela da noite, da qual é importante não perder um único episódio. E, depois de tudo isto, haverá tempo para ler? Não creio. Agora no caso dos estudantes, o que acontece? Será que terão algum tempo livre para ler? Acontece o seguinte: os jovens, na actualidade, saem da escola, têm de estudar ou trabalhos para fazer, ocupem muito ou pouco tempo, o tempo restante é para descontraírem e fazerem coisas diferentes, como ouvir música, ver televisão, irem ao Messenger, sair com os amigos… Assim é fácil deduzir que ler não importa, é “chato”, aborrecido, é uma verdadeira perda de tempo. Basta ler quando se é obrigado!...
Analisando bem o caso, o prazer de ler é inexistente. Na opinião de uns não há tempo, na de outros é tempo perdido, na minha, acho que quem tem gosto pela leitura arranja sempre um tempinho, é super importante ler!
Mas há um aspecto curioso, que surge da análise desta matéria: o que se entende por sustentável prazer de ler? E por insustentável?
Ora, para cada uma das perguntas vejo duas hipóteses: por um lado, o prazer pode ser sustentável, na medida em que o facto de possuirmos um intenso prazer de ler e sermos verdadeiras devoradoras de livros, isso não nos causa qualquer transtorno, nem à saúde, nem à carteira, se soubermos gerir o tempo, se controlarmos o prazer. Por outro, pode-se entender por ‘sustentável prazer de ler’, o facto de as pessoas não quererem ler e arranjarem desculpas como: “não tenho tempo”, “não tenho paciência” ou “é uma perda de tempo”. Nestes termos, o prazer é sustentável, bastante sustentável até, uma vez que, as pessoas em causa, não têm sequer o hábito, não possuem o vício, logo não são prejudicados economicamente. Ficam sem conhecimento mas ao menos não têm que ocupar o tempo livre a ler.
Já em resposta à segunda pergunta, o prazer de ler pode ser insustentável, pois se há alguém que é verdadeiramente viciado, isso pode ser bastante prejudicial, por exemplo. No caso de alguém que tem o hábito de devorar livros e, cada vez que tiver oportunidade, comprar um, pode ser prejudicial, pois pode haver coisas mais importantes para comprar, ou deixar de fazer uma coisa super importante, para ler. Decorre que do nosso vício de ler, podemos acabar por comprar um livro caro de que até não gostamos muito. Ainda de outra forma, pode existir a obrigação de ler, sem qualquer prazer, lemos apenas porque temos que ler, porque somos obrigados.
Em suma, qualquer que seja a situação, quer esteja presente ou não o prazer e o gosto pela leitura, traz desvantagens quando há excessos em demasia.
Certo é que ler é importante: alarga a cultura, aprofunda os conhecimentos, alarga os horizontes da imaginação. E quem tem o prazer de ler, deve fazê-lo, quem o não tem deve ler também. E em cada acto deve ter-se a consciência de que tudo o que é em excesso prejudica, quer duma maneira quer de outra.
Daí o sentido de ‘sustentável’ e ‘insustentável’ terem, cada um, sentidos opostos, ambos podendo ter as suas vantagens e desvantagens.
Cabe, pois, a cada um, perceber se o seu prazer é sustentável ou não.

Ana Escobar, 11.ºCHLH, Novembro/2008

Texto argumentativo sobre a violência doméstica

Hoje diz-se que o Homem e a Mulher vivem numa sociedade moderna, civilizada, justa, onde todos em conjunto usufruem dos mesmos direitos e privilégios.
No entanto, em muitos lares, a violência doméstica ainda é um problema que afecta crianças, idosos, mas sobretudo as mulheres. Elas são as maiores vítimas nas mãos dos seus maridos, companheiros, que as agridem com murros, pontapés, que as insultam e humilham, que as forças a torturas sexuais, só porque se julgam donos dos seus corpos e almas. Estes homens cruéis e desumanos não se lembram ou não querem lembrar-se que a violência doméstica é crime. Para eles, as suas mulheres são apenas meros objectos que eles utilizam a seu belo prazer e quando estão fartos as deitam fora.
No meu ponto de vista, a mulher de hoje, deve ser encarada da mesma forma que o homem, ela não pode nem deve ser vítima de qualquer violência, seja ela, física, sexual ou psíquica. Ela não pode ser violentada nos seus direitos, de mulher, de esposa, de mãe e de trabalhadora. O seu trabalho deve ser merecedor do mesmo respeito que o do homem. E se ela se vir humilhada e insultada, deve recorrer de imediato ao tribunal da sua localidade de residência, para que este a possa, defender nos seus direitos e deveres.
Nenhuma mulher se pode calar perante a fúria do Homem. Mas antes deve defrontá-lo e mostrar-lhe que, embora vivam na era dos Robots, ela não é nem nunca será a sua escrava do lar.


De: Ana Filipa Gomes De Deus 11ºBCT Nº18

sábado, 4 de abril de 2009

Amor

Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, no seu Livro do Desassossego, afirmou: “Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos […]”.

Na verdade, temos o direito a ser felizes, quando a Felicidade é partilhada e temos o direito a sorrir sem precisarmos de nada dizer. Devemos ser nós próprios sem sermos obrigados a ser os outros e, só alcançaremos a verdadeira realização, quando olharmos para a nossa alma e gostarmos do que vemos, mesmo com todas as cicatrizes da vida.
Não há braços abertos, quando estes apertam demais; não existe Amor, quando sentimos apenas medo e dor; não há lealdade quando nos exigem silêncio forçado.
As relações que nos enriquecem são só aquelas que nos permitem a liberdade, a troca de ideias, experiências e sonhos e não as que nos envolvem com correntes e grades de mágoa e sofrimento. Não nos merece aquele que quer moldar o nosso espírito, vergando-nos à sua imagem, cercando-nos os horizontes, eliminando os espaços abertos e cortando-nos as asas da independência: não pertencemos a ninguém nem ninguém nos pertence!
Surgimos da noite, da escuridão, cheios de dúvidas e medos, convencidos de que construir relacionamentos sem Amor para diminuir as trevas é uma solução para o vazio que nos assola como um fantasma. Mas nada é mais triste do que ser apenas uma concha vazia a decorar a praia alheia, movimentando-se porque a água a leva. Podemos não controlar as marés da vida, mas temos a liberdade de decidir se nos queremos deixar ir.
A ajuda mais preciosa é a que vem da nossa alma e, se, no início, não conseguimos correr, começamos por andar. Se não há ninguém que nos ampare na nossa jornada, é porque, talvez, não tenhamos a capacidade de ver para além da nossa dor e do nosso abandono. Procurar esse alguém é importante; procurar esse alguém que nos aceite e nos acolha sem egoísmos é essencial!
Não devemos desistir só porque as lágrimas cobrem o nosso rosto: as lágrimas que derramamos não são provas de fraqueza, mas de coragem e um exemplo maior de que ainda somos livres para chorar.
Para que alguém goste de nós, só tem de compreender que o Amor se demonstra pela aceitação, não só do nosso valor, mas também das nossas falhas. E, embora tenhamos necessidade de companhia, carinho e reconhecimento, a nossa existência não depende exclusivamente dos outros, mas, sim, e principalmente, da nossa capacidade de termos chegado até aqui!

Dra Sónia Cristina Vasconcelos da Costa Pedro

quarta-feira, 1 de abril de 2009

CESÁRIO VERDE - REALISMO / PARNASIANISMO


Umas das personalidades mais originais, mais renovadoras, da poesia portuguesa do século XIX. Nasceu em Lisboa em1855, oriundo duma família burguesa abastada, e morreu no Lumiar (Lisboa), tuberculoso em 1886, com 31 anos. O pai era lavrador e comerciante (possuía uma quinta em Linda-a-Pastora e uma loja de ferragem na capital), e por estas duas formas de actividade prática se repartiu Cesário Verde, embora marginalmente, satisfizesse o gosto da leitura e da criação poética. Chegou a frequentar por algum tempo o Curso Superior de Letras. É nesta época (1873) que, pela primeira vez, se publicam composições suas (no Diário de Notícias).
Depois de 1875, a poesia de Cesário Verde começa a revelar notável maturidade; “Num Bairro Moderno” é de 1877, “Em Petiz”, de 1878, segundo as datas indicadas pelo autor (foram publicados respectivamente em 78 e 79); “O Sentimento dum Ocidental” veio a lume em 1880. A crítica, porém, não o estimula, e Cesário Verde, durante quatro anos, deixa de publicar, entregando-se, por inteiro, à vida prática. Com efeito, só em 1884 publica o poema “Nós”, todavia escrito em 1881-82; nele evoca a morte de uma irmã (1872) e do irmão Joaquim Tomás (1882).
Quando morreu, não reunira, ainda, em volume as suas poesias. Foi um amigo, Silva Pinto, quem editou em 1887 O Livro de Cesário Verde.
Profª Sónia Pedro

"Os Maias" de Eça de Queirós

História da Família Maia
A história da família Maia foi o pretexto que o autor encontrou para caracterizar três gerações que sem encontram delineadas na obra, o que lhe permite traçar uma linha temporal cronológica, marcada por mutações sucessivas.

Deste modo, são-nos apresentadas:
- Primeira Geração – abrange a época da reacção do liberalismo ao absolutismo vigente (lutas entre liberais e absolutistas) e, na obra, corresponde à juventude de Afonso da Maia (avô de Carlos);
- Segunda Geração – é a geração ultra-romântica, representativa da instauração do liberalismo e consequentes contradições internas, centralizada na figura de Pedro (pais de Carlos) e sobrevivendo na figura de Tomás de Alencar;
- Terceira Geração – corresponde à de Portugal da Regeneração, aquela em que Carlos se insere, dominada pelo sentimento de decadência das esperanças liberais (representadas por Carlos) Esta geração continua os ideais da primeira geração romântica, pela sua necessidade de renovação da sociedade portuguesa e pelo papel que é atribuído à arte enquanto elemento dinamizador dessa regeneração, após um período de estagnação.
A obra apresenta, como toda a narrativa, uma introdução, que faculta a apresentação de Afonso da Maia, como factor de unidade, e permite situar no tempo e no espaço o início da acção; um desenvolvimento, onde, depois de, em traços breves, dar conta do passado de Afonso, de Pedro e de Carlos, desdobra os principais acontecimentos; o desenlace surge com a viagem de Carlos, após a morte do avô, e o seu regresso a Lisboa. O plano da intriga apresenta uma acção secundária, que envolve Pedro e Maria Monforte, e uma acção principal, centrada na relação entre Carlos e Maria Eduarda.
● Inicia-se o romance por um conjunto de dados introdutórios à história da época abrangida pela terceira geração. É cortado o primeiro capítulo pela história de Afonso que, continuando, cede, no II capítulo, à aventura de Pedro, para dar lugar (excepto em circunstâncias esporádicas), a partir do III capítulo, à personagem de Carlos.

1º - Caetano da Maia " À volta de Caetano da Maia circulam a esposa, Frei Jerónimo da Conceição, seu confessor, a inglesa Fanny. Pertencem ainda ao mesmo núcleo as tristonhas primas Cunhas, o brigadeiro Sena e a já quase mítica figura de um D. Miguel, “Messias forte e restaurador providencial”.
2º - Afonso da Maia " Afonso, por seu lado, dará origem a diversos grupos diferentes. Integrado, inicialmente, neste universo absolutista a que opõe, vemo-lo, posteriormente, colocado na rica sociedade inglesa, casado com D. Maria Eduarda Runa, lutando com os padres que dominaram o espírito adoentado da esposa e lhe arruínam a educação do filho. Mais tarde, já na parte do livro dominada por Carlos, rodeia-se de um grupo de fiéis amigos que constituem, simultaneamente, a continuidade do seu universo: Vilaça, a condessa Runa, o abade, D. Ana Silveira, D. Eugénia, o doutor delegado – estes na fase da infância de Carlos; o conde Steibroken, o marquês de Souselas, D. Diogo, o Sequeira, já no Ramalhete, em Lisboa.
3º - Pedro da Maia " Pedro acompanha um grupo de românticos estroinas em que sobressai Alencar, poeta lírico, até à sua paixão por Maria Monforte que, com o casamento, lhe cria um ambiente de luxo e festa onde vagueia a juventude elegante de então.
4º - Carlos da Maia " Carlos, participando do grupo originado à roda do Avô, faz surgir novos elementos: Ega, Eusebiozinho, conde e condessa de Gouvarinho, Raquel e Cohen, Teles da Gama, Palma, Dâmaso, Taveira, Cruges e muitos outros. Deste conjunto evidencia-se, no romance, a personagem de Maria Eduarda.
A vida de Caetano constitui um estado de perfeito equilíbrio segundo os padrões do absolutismo vigente. Tal situação sofre uma ruptura pela adesão de Afonso às ideias liberais.
Com o regresso de Afonso a Benfica e o advento dos novos tempos, restaura-se a harmonia. Esta será novamente quebrada pela ligação de Pedro com Maria Monforte. Paradoxalmente, a fuga de Maria e o regresso de Pedro ao lar paterno reinicia o retorno à fase inicial. A situação de estabilidade instala-se com a morte de Pedro e a ligação afectiva entre Carlos e o Avô.
Inicia-se, neste momento, o romance propriamente dito. A dada altura, a paixão de Carlos por Maria Eduarda vai constituir nova destruição do equilíbrio, sendo este recuperado no final do romance com a reintegração de Carlos numa vida monotonamente estável, posterior à morte de Afonso e à forçosa separação de Maria.

Pode afirmar-se, então, que a obra se resume a esta constante passagem de um estado de equilíbrio a uma fase de desequilíbrio, com posterior recuperação do primeiro. É evidente que cada novo estádio de equilíbrio não é absolutamente idêntico ao anterior que tinha sido destruído.
Profª Sónia Pedro

António Sá Gué - "Contos dos Montes Ermos"

António Sá Gué, nasceu em 1959, na freguesia de Carviçais, concelho de Torre de Moncorvo, em plena Terra Quente Transmontana. Após terminar o ensino secundário, alista-se como voluntário, com 20 anos de idade, no Exército Português. Passou pelos postos hierarquicamente mais baixos e, em 1990, ascendeu ao oficialato após ter concluído o curso no Instituto Superior Militar. Estreou-se na escrita em 2007, com a publicação do romance As Duas Faces da Moeda. Nesse mesmo ano, a Papiro Editora, atribuindo-lhe o título de “Melhor Conto” publicado no biénio 2006/2007. É co-autor do livro de contos infantis Mimos e Contos de Natal, publicado pela mesma editora. Na colectânea de contos, intitulada Contos dos Montes Ermos, que agora está a lançar, as personagens são gente remota, as terras são longínquas, mas a temática é intemporal.



VI Encontro de Professores de Português e III Lanche Literário

Na próxima 4ª feira, dia 25 de Março, pelas 14 e 30h, irá decorrer no polivalente da Escola Secundária Dr. Ramiro Salgado o VI Encontro de Professores de Português e III Lanche Literário, com a presença do autor António Sá Gué.

Programa

I- Sessão de abertura
II- Apresentação do autor
III- Apresentação de trabalhos realizados pelos alunos sobre o livro “Contos dos Montes Ermos” IV- Leitura dos textos premiados dos Concursos Literários da Biblioteca e entrega dos prémios V- Representação do Grupo de Teatro “Alma de Ferro” VI- Actuação da Tuna Escolar & Lanche convívio