quarta-feira, 1 de abril de 2009

CESÁRIO VERDE - REALISMO / PARNASIANISMO


Umas das personalidades mais originais, mais renovadoras, da poesia portuguesa do século XIX. Nasceu em Lisboa em1855, oriundo duma família burguesa abastada, e morreu no Lumiar (Lisboa), tuberculoso em 1886, com 31 anos. O pai era lavrador e comerciante (possuía uma quinta em Linda-a-Pastora e uma loja de ferragem na capital), e por estas duas formas de actividade prática se repartiu Cesário Verde, embora marginalmente, satisfizesse o gosto da leitura e da criação poética. Chegou a frequentar por algum tempo o Curso Superior de Letras. É nesta época (1873) que, pela primeira vez, se publicam composições suas (no Diário de Notícias).
Depois de 1875, a poesia de Cesário Verde começa a revelar notável maturidade; “Num Bairro Moderno” é de 1877, “Em Petiz”, de 1878, segundo as datas indicadas pelo autor (foram publicados respectivamente em 78 e 79); “O Sentimento dum Ocidental” veio a lume em 1880. A crítica, porém, não o estimula, e Cesário Verde, durante quatro anos, deixa de publicar, entregando-se, por inteiro, à vida prática. Com efeito, só em 1884 publica o poema “Nós”, todavia escrito em 1881-82; nele evoca a morte de uma irmã (1872) e do irmão Joaquim Tomás (1882).
Quando morreu, não reunira, ainda, em volume as suas poesias. Foi um amigo, Silva Pinto, quem editou em 1887 O Livro de Cesário Verde.
Profª Sónia Pedro

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