sexta-feira, 22 de maio de 2009

Crescer?!

Crescer?!

Por vezes esquecemo-nos de crescer.
Ou talvez não nos deixem!
Habituamo-nos aos caprichos dos pais. Eles fazem tudo por nós.
Somos como uma roseira, primeiro em botão, depois desabrochamos, e, por fim, perdemos as pétalas mas sem nuca sair do pé da flor.
Respiramos o mesmo ar, sentimos o mesmo sol, mas nunca experimentar algo novo.
Sentimos medo quando estamos sós, desamparados sem sentir aquela mão que nos segura.
Tal como o passarinho, quando chega o dia de deixar o ninho, sente receio de deixar aquele porto seguro.
Sabe que uma nova vida o espera!
Por esse mesmo receio, por vezes não queremos deixar esse canto do qual nos sentimos tão seguros.
Mas temos que seguir a vida, perder o medo, enfrentar aquilo que mais tememos. Sem nunca depender de ninguém. Sermos nós mesmos e tudo aquilo
que temos ou fazemos, fruto da nossa responsabilidade.
Sendo botão de rosa, ou passarinho tímido, não devemos viver à custa dos outros.
Pois também a rosa procura o sol, ou o passarinho deixa o seu ninho voando.
Devemos então voar, com as nossas próprias asas, sem depender de ninguém, sermos aquilo que nós mesmos decidirmos.

Mélanie Gonçalves, 11.ºCHLH

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O romantismo, estará presente nos nossos dias?

O romantismo, estará presente nos nossos dias?! Haverá amor ainda hoje, presente, com sinceridade? Todos temos uma opinião diferente sobre o assunto. Ainda hoje se vive um pouco de um amor intenso, mas pouco existe…
E o romantismo ainda existirá? Acho que o romantismo passou a ser radical…
Todas as pessoas têm mentalidades diferentes, pois umas pensam de uma maneira e outras de outra. Mas como termos nós certezas do que é, se a nossa gente diz coisas diferentes?!
Por outro lado, o romantismo ainda existirá? Pergunta não respondida atrás, mas, na minha opinião, ele existe, nem que seje o mínimo possível, mas existe, se quisermos ver, existe…
E o amor verdadeiro, existe ou ainda está para vir?
Existem várias maneiras de vermos o amor, há amor de pais e filhos, esse amor na maioria dos casos é vivido com intensidade e sinceridade, é um amor bonito…Por outro lado, há o amor entre marido e mulher que em certos casais existe, eu acredito que sim, mas e entre namorados?!
Pois…Acho que sim, mas às vezes tem-se receio de acreditar que sim.
E a educação que hoje se recebe? É boa ou não?
Será a mesma que se vivia antigamente?!
Acho que não. A educação é mais radical do que tradicional, pois, em tempos passados, o filho tinha respeito pelos seus pais, principalmente, mas também pelos seus familiares e as próprias pessoas que via na rua, mas e agora será igual?!
Não!
Hoje a maioria das pessoas é cínica. Passam por outras, suas conhecidas, e são capazes de se rir do mal delas. Hoje em dia já não existe “ajudar o próximo”, mas sim “quanto mais mal te poder fazer melhor”, mas pergunto-me se isto ira mudar? Fica uma pergunta sem resposta que ninguém poderá responder…
Mas será preciso tanta coisa?
Aqui esta o velho ditado presente, “só vivemos dois dias e um já vai a meio”. Será preciso que toda esta inveja e maldade existam?
Eu acho que não…
Acho que devemos respeitar a opinião dos outros e aceitá-los da maneira que são, pois todos somos iguais…

Mélanie, 11.ºCHLH

A educação tradicional e o romantismo desapareceram da vida portuguesa do século XXI

A meu ver, a educação tradicional e o "romantismo" não desapareceram da vida portuguesa do século XXI, apenas sofreram algumas alterações, umas mais moderadas e outras mais radicais. Estas alterações foram-se evidenciando ao longo dos tempos, em grande parte devido à evolução da mentalidade das pessoas, neste caso, dos portugueses. A educação tradicional e o dito "romantismo", variam consoante cada seio familiar, umas apoiam a educação tradicional, que na minha opinião vai passando de geração em geração e outras optam por uma educação não tradicional mas, diria eu, uma educação mais radical. Desde já, esta educação mais radical, ganhou importância, quando a mulher entrou no "mercado de trabalho", tendo em conta que o membro paterno começou a trabalhar muito mais cedo, os filhos eram, até aí, acompanhados pela mãe. Sendo assim, quando se deu esta mudança, geraram-se inovações, tornando-se visíveis, no século XXI. Nos tempos que correm é notável que os pais não passem tanto tempo com os filhos como seria necessário para haver uma transição completa da educação dos valores morais, continuando esta a ser correcta, mas superficial.

Comentário Elaborado por:
Liliana Sofia Rebelo, Nº10 11ºCHLH

domingo, 3 de maio de 2009

Leitura transversal da velhice e solidão de ontem e de hoje em terras de Trás–os–Montes – retratos/imagens escritas seleccionadas

1.“O velho, corcovado, arrimado à bengala de freixo …vinha procurar companhia….”

A solidão partilhada, mais fácil em outros tempos, quando a desertificação ameaçava menos as nossas terras; a fadiga e o desamparo, os mesmos sinais de ontem e hoje a que não prestamos atenção ou preferimos, por vezes, entreter nos lares, já que a vida a isso obriga ou porque a própria velhice nos assusta e amedronta.

2.“A samarra … sebenta pelo uso, capote para o Inverno …O colete cinzento sobre a camisa sem colarinho, refegada e suja, cingia-lhe o descarnado pescoço…”
“A pele da cara era queimada, curtida pelos ares do campo. (…) “

A solidão transparece na samarra e no resto das roupas. A falta de higiene motivada pela ausência de motivação ou esperança, e o desamparo de uma sopa quente ou de um mimo de quem nos ama e cuida de nós desenha-se no pescoço descarnado de quem muito trabalhou de sol a sol.
Hoje há cuidados, há amparo, há bom trato!
Então, como explicar o olhar de solidão?!

3.“A Lucinda, a companheira de sempre, que já tinha partido, nunca ultrapassou muito bem. (…)”
“Lia – se - lhe ternura no olhar.”
“ O pior eram as noites. Comia o caldo, …contou sempre com o saber da Lucinda. Nos dias da lavoura, que eram quase todos, vinha sempre na frente estafada, (…) e quando chegava a casa já a panela de ferro, atiçada pela fogueira crepitante, cozia umas couves que esborrachava com batatas e para adubar um naco de toucinho que tinha ido cortar à salgadeira. (…)”
“ Era uma santa….”
“Toda a vida habituado à Lucinda e agora ter que partilhar tudo com outros, não!”

Ontem, tal como hoje, a companheira é a alma do homem da lavoura. Restam poucos.
Há idosos sem companheira e o inverso também.
Era o casamento, com amor ou sem ele, mas que crescia com a habituação. E se essa habituação não é o afecto maior, Deus nos valha que o mundo muito mudou?!!!
4. “Noutros tempos era fácil, agora, tudo é lento, os movimentos, as horas, a vida.”
“ Agora que olhava para trás, lá longe, lembrava-se do casamento com a Lucinda, do tempo de tropa, difícil, mas diferente e depois… depois não se lembrava de mais nada. A vida tinha sido uma sucessão de dias, lavrando, semeando, colhendo.”
“Viu partir muitos, mas ele nunca se entusiasmou com a ideia.”
“Doía-lhe a alma quando via as terras cheias de ervedo.”

Dizem os mais velhos e menos novos que o Tempo parecia correr mais devagar. Havia tempo para conversar, brincar, trepar aos ninhos, ir aos riachos, beber na fonte, …
Noutros tempos, havia muito trabalho a preencher todas as horas e havia também horas e horas de lazer ao sol e ao soalheiro.
Havia tempo para os filhos! Havia tempo para os pais! Havia tempo para correr atrás das lagartixas… correr os canados…apanhar perdizes… ouvir histórias de encantar e amedrontar no largo da aldeia ou na partida da amêndoa….
Hoje há tempo?! Se alguém o achar, por favor, ajude-me a encontrar!!!

5. “ “Na sua mente formava-se a procissão da Quinta – feira Santa. (…) Depois alternava a banda e tocava umas modinhas tão tristinhas, tão tristinhas que emocionava toda a gente.”

“O Padre Abel puxava pelos dotes de orador. Olhai!, a dor de Maria. Olhai!.... e o mulherio…desatava numa choradeira que só parava depois de recolher à igreja e desandar em direcção a casa, a deitar a s contas à ceia , … sem carne de porco, para não cair em pecado.”

No tempo do Velho, a Semana Santa era vivida com paixão e muito sentimento. As dores de Maria eram exaltadas pelo Padre ou o vigário. O povo privava-se de quase tudo, mas nesses dias havia a penitência, carne de porco nem pensar! Era preciso expiar os pecados e outras coisas da natureza….
Hoje, sabemos que vivemos tempos que antecedem a Páscoa, a Semana Santa avizinha-se. Há recomendações para que mudemos de vida, possamos fazer sacrifícios e há também as procissões e os cânticos.Mas não me lembro de sacrifícios! Alguém se esqueceu de passar a palavra!....
A propósito diz António Sá Gué no seu Blogue “Palavras ao vento”:

“Que nenhum livro fique por escrever;
Nenhuma palavra por dizer;
Nada fique por descobrir.
Que nunca se encubra a verdade.”
(Excerto publicado em 21 de Março de 2009)

Nós, os mais jovens, queremos a verdade!
Acreditem que precisamos de testemunhos, de sabedoria, de conhecer experiências!
Será que os adultos andam demasiado distraídos?!
Será que os pais ficaram sem tempo para nos contarem ao ouvido, antes de deitar “Era uma vez…”
6. “Habitualmente os vizinhos aquela hora da tarde, vinham fazer-lhe companhia, mas hoje ninguém apareceu.”
“Até era bom que os vizinhos não aparecessem – não queria que ninguém percebesse. Queria partir!”
“O Padre Abel que fizesse o que entendesse, podia enterrá-lo fora do cemitério.”
“O sol apagava-se atrás dos montes. Sentiu frio. (…) Foi para dentro.

Deitou os olhos à corda pendurada atrás da porta que dava apara a loja, puxou um banco, esmou com o olhar a altura da viga do sobrado.”

A solidão de ontem e de hoje é a mesma, o desamparo, a falta de sonhos e companhia para quem espera sentado à soleira da porta por um “Olá!”, “Bom dia! Como está?!”
Em todos os tempos a dor pode ser levada ao limite. A corda e as vigas do sobrado estão a cada esquina e em muitos olhares cansados de viver.
“E ele há horas do Diacho!”,costumam assim dizer os mais velhos.
Para o Velho do nosso conto foi a fuga para outro lugar, talvez para junto da sua Lucinda,
Talvez para o seu regaço, talvez para as memórias de um tempo em que se conversaram, casaram e se habituaram para todo o sempre.
Que lhe importaria onde iria ser sepultado?! Fora do cemitério como é preceito da Igreja, quando alguém se antecede à ordem divina?! Que importava?!
A paz, a companhia da sua Lucinda, o fim da dor, a liberdade de ser rejuvenesceram-lhe a alma… Pelo menos, assim o pensara.
Quem somos nós para duvidar?
Hoje também se morre de solidão! É verdade! Também se morre de solidão! E hoje na era das novas Tecnologias e Novos saberes e novas oportunidades, enfim, num mundo que pensamos ser o melhor, também hoje, como já disse, há velhos de samarra. Pescoço descarnado que olham as cordas e as vigas do sobrado.

É o cansaço da velhice e, quem sabe, a sabedoria dos que perceberam que já nem tempo há para

ENVELHECER…. Nem mesmo …… Para MORRER!!!
Mélanie Gonçalves, 11.ºCHLH

Livro de contos de António Sá Gué – “Montes Ermos” - A minha leitura do conto

O FORMIGUEIRO
A TRINCADEIRA
MAS DIZEM QUE:

. “Num rebanho há sempre uma ovelha ranhosa”,
logo também há formigas “Assassinas” e “escravistas”;


Esta Trincadeira:

. abelhava incessantemente no Verão;
. abarratova o armazém comunitário do formigueiro;
. deitava-se regaladamente numa das câmaras e comia na adega, no Inverno;
. orgulhava-se dos seus valores morais;
. era adepta fervorosa da trofalaxia;
. tinha bom coração;
. era um pouco doidivana;
. trabalhava muito e pensava pouco;
. era muito rabiga;
. tinha pouco jeito para Matemática e Engenharia de construção;
. tinha grandes projectos;
. tinha fibra;
. no formigueiro, salvou-se de uma inundação, subindo para o ponto mais alto e esperou que a tempestade amainasse;
. construiu novo formigueiro, na cortinha de João Carranço;
. fez, ainda, formação profissional (no período larvar);


Importante dizer que no Formigueiro:

. as tarefas são partilhadas;
. tudo é ensinado com espírito cooperativo;
. conhecem-se os direitos e deveres profissionais;
. aprende-se a engenharia de construção;
. aprende-se a interpretar feromonas.

De novo, a Trincadeira:

. teve curta vida;
. descobriu ter como descendente a vespa, quando leu a “Verdadeira História dos Formicídios;
. leu também “A origem das espécies” de Darwin, quando deixou de ser larva e detestou;
. decidiu alertar o formigueiro sobre a ditadura química, o “ignorantismo” secular que lhes empedernia os cérebros (antenas) e desmascarar o evolucionista…;
. o seu lema cantante passou a ser:
“NÓS FORMIGAS, TAMBÉM SOMOS SERES PENSANTES!”

Mas as outras:
. não a ouviam;
. faziam sorrisos escarninhos;
. deitavam olhares desconfiados;
. criticavam: “Porque é que ela tem tanta necessidade de se afirmar?”

A Trincadeira resistiu:

. escreveu artigos de opinião;
. pintou murais com fases revolucionárias;
. fez um cartaz: “ Abaixo as amarras químicas, viva a liberdade!”

Mas as outras:

. não a levavam a sério;
. achavam - na infantil e com mau feitio;
. riam-se;
. desdenhavam.

E foi assim que ela, a Formiga Trincadeira:

. durante luas e luas andou descorçoada;
. decidiu que queria VOAR, revolucionar!
. desgastou-se, cansou-se;
. desistiu “ Se não os podes vencer, junta-te a eles”;
. passou a ser adepta do evolucionismo, de Darwin;
. detestou as feromonas que a faziam apegar ao chão;
. auto-convenceu-se;
. revoltou-se contra o criador pelos instintos que sentia;
. resistiu à prisão química;


E um dia, nos princípios de Setembro, viu um espectáculo divino:

. uma chusma de formigas aladas envolvia-se num frenesim copular;

ENTÃO

. desiludiu-se e ficou depressiva ao constatar que só ela não podia VOAR!
. esmoreceu;
. voltou à sua condição de formiga;
. deixou-se guiar pelos odores feromonais;
. cumpriu a vidinha de formiga;
. cortou folhas, arrastou sementes e suou pelas ribanceiras fora;

E um dia a Natureza, no Outono:

. transformou-a em ALUDA;
. ganhou ASAS;
. subiu à superfície e bateu as asas;
. voou, voou, subiu, lá no alto esqueceu tudo!...
. copulou com uma rainha…
E de Repente

. perdeu as ASAS;
. não aguentou a queda;
. “não devia ter subido tão alto”, pensou.
Assim, a Trincadeira tornou-se Ícaro

E

O Sonho desmedido destruiu-a!

Mas cumpriu-o!

.Afinal, conseguiu VOAR!!!

Logo, para terminar a versejar, o meu poema para António Sá Gué:

TRINCADEIRA RABIGA,
CONTESTÁRIA, COITADA!
QUIS VOAR,
MAS DEUS E O HOMEM CASTIGA.
E A FORMIGA COM CLASSE,
ALUDA E PRÓXIMA DA RAINHA,
ANDA COMIGO DE MÃO DADA,
FAZ-ME ARDER OS OLHOS A ESTUDAR,
E FAZ-ME CÓCEGAS A SONHAR.

PORQUE A VERDADE QUE EU TAMBÉM QUERO
É A DE UM DIA SER ALUDA
E ASSIM PODER VOAR!!!
Ana Marcela Félix, 11.ºCHLH, n.º2

António Sá Gué - “Os Contos dos Montes Ermos”

António Sá Gué

Nasceu em 1959, na freguesia de Carviçais, Concelho de Torre de Moncorvo, em plena Terra Transmontana. Após terminar o ensino secundário, alista-se como voluntário, com 20 anos de idade, no Exército Português. Passou pelos postos mais baixos e em 1990, ascendeu ao oficialato, após ter concluído o curso no Instituto Superior Militar. Estreou-se na escrita em 2007, com a publicação do romance “As duas faces da Moeda”, obra que, nesse mesmo ano, mereceu a atribuição, por parte da Papiro Editora, o título de “Melhor Conto” publicado no biénio 2006/2007.
É co-autor do livro de contos infantis “Mimos e Contos de Natal “ (Antologia), publicado pela mesma Editora. Nesta colectânea de contos, intitulada Contos dos Montes Ermos, as personagens são gente remota, as terras são longínquas, mas as temáticas são intemporais.
(In Nota Bibliográfica na badana da capa do livro em causa)

“Os Contos dos Montes Ermos” são onze, a saber:
.o Velho;
.o Eucalipto;
.o Comboio;
.o Colégio;
.a Feira;
.o Desertor;
.a procissão;
.o Desmancho;
.a Banda;
.a Ignorância;
.o Formigueiro.

Em Moncorvo, o livro foi apresentado no ano de 2008 na Biblioteca Municipal.
Mais textos e excertos dos livros escritos do autor podem ser lidos no endereço: http://antoniosague.blogspot.com/ , blogue intitulado “Palavras ao vento”.

“…” Queriam estar–nos–montes, mas não atrás–dos–montes. Não por se envergonharem, mas porque estar atrás – dos – montes era estar ultra periférico. Queriam que naquelas estradas não corressem só carros, mas corresse investimento, ciência e formação. Era tempo de a fronteira maronesa ser derrubada. Para lá do Marão mandam os que lá estão, continua a fazer sentido.”

Teatro Contra a Violência Doméstica e no Namoro

Decorreu no dia 29 de Abril, pelas 21h, no Celeiro, a representação do Teatro "Ninguém Merece Perder o Sorriso", com a presença da Comunidade Escolar e Concelhia e com a cobertura televisiva da SIC.

A Educação do século XXI – tradicional ou moderna?

A meu ver, ao longo dos anos, a sociedade portuguesa foi sofrendo algumas alterações, das quais podemos destacar: A Educação Tradicional que tem vindo a ser banida e o Romantismo enquanto conceito de vida. No que diz respeito à Educação Tradicional, actualmente, em pleno seculo XXI, verificam - se muitas transformações. Na minha perspectiva, a educação agora é mais liberal e não tão retrógada e exigente. Haverá ainda algumas famílias que perferem um tipo de educação que assenta na disciplina e no respeito perante a sociedade. Mas no século em que vivemos os jovens os seus pais e parentes vivem no seio de uma educação liberal, e é devido a esse tipo de educação que as pessoas já não têm respeito umas pelas outras e a isso se deve a criminalidade que afecta cada vez mais o país, ou seja, a Educação Tradicional foi perdendo importância, e actualmente deparamo-nos com uma educação liberal e não tão complexa. Tal como a educação tradicional, o Romantismo foi deixando de ter influência nas pessoas e hoje vive-se em estado de plena liberdade sentimental, logo casa-se com quem se ama e não com quem os pais decidem e exigem, sendo que na maioria dos casos por interesse financeiro. Por conseguinte, o divórcio é um fenómeno familiar e social que se integra muito na vida de um casal, ou seja, antes ninguém se divorciava e agora poderemos até referir que é "moda", o que antes era impensável. Para terminar, penso ser legítimo pensar que tudo no mundo sofre constantes mudanças. Assim, também os modelos educacionais e as correntes sentimentais vão sofrendo alterações e, outras vezes, são retomadas e/ou aperfeiçoadas.
Angelique Claudine Dias da Cruz, 11.ºCSH

Educação tradicional portuguesa e o “romantismo” desapareceram da vida portuguesa do séc. XXI?

A Educação tradicional portuguesa caracteriza-se pelo excessivo proteccionismo, pelos valores religiosos, pelas atitudes baseadas nas cartilhas que passam de geração em geração. Todas as acções são feitas em função dos valores religiosos. Hoje em dia, a educação, ao contrário do que muita gente pensa, é bastante centrada nos valores da educação tradicional portuguesa e no “romantismo”.
Se repararmos, hoje em dia, muitos pais protegem demasiado os filhos. Talvez achem que é uma necessidade fazê-lo, ou então pensam que eles serão pessoas melhor preparadas para o futuro.
As crianças, desde pequenas, são mimadas, porque é obvio que têm de ter um ambiente saudável. A alimentação deve ser adequada, os produtos utilizados têm de estar de acordo com o tipo de pele, têm de protegê-los do frio. Tudo isto é positivo, as crianças têm direito ao melhor, logo seria impensável não proteger uma criança.
Quando entram para a escola, os pais levam-nos e vão buscá-los, pois irem a pé, sozinhos para casa, é uma coisa que está fora de questão. E quando as crianças pedem aos pais se podem ir para o parque brincar com os amigos, também não podem. Porque há bichos, porque te constipas, porque é um mau hábito. Quantos pais não “compram” os filhos com brinquedos, jogos, promessa, para que eles se conformem com o “não”. Julgam que estão a fazer o melhor para eles, quando os estão a estragar.
Os pais, sem terem noção disto, estão a fazer com que os filhos se tornem anti-sociais, que não estejam preparados para o mundo e para o futuro. Fazem dos filhos “espécies solitárias”, sem amigos, sem vivências, sem contactos, porque acham que é em casa (e só em casa!) que vão encontrar pleno equilíbrio. Não há preparação nem física nem psicológica para o exterior. Tantas crianças morrem de medo do mundo desconhecido para elas.
Em suma, a sua vida resume-se a casa - escola, escola – casa.
Para finalizar, há que salientar que apesar de todo o proteccionismo ter alguns aspectos positivos, estes são em menor número que os aspectos negativos. Há que mudar mentalidades, hábitos… pois se no século XXI a educação não se baseia somente em princípios religiosos, a excessiva protecção dos pais face aos filhos, impede – os de criarem um mundo seu e o seu “escudo de protecção”.
Concluindo, muitos dos valores da educação tradicional portuguesa e do “romantismo” mantém-se no séc. XXI.
Ana Escobar, nº1, 11º CHLH