terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NATAL? QUE NATAL?! VÊ COM MUITA ATENÇÃO!




DEPOIS DE PENSARES UM POUCO, QUE TAL DARES RESPOSTA
AO "PROJECTO AJUDAR" DA TUA ESCOLA E ASSIM CONTRIBUIRES
COM UMA PEÇA DE ROUPA OU OUTRO ACESSÓRIO QUE JÁ NÃO QUEIRAS
PARA OS TEUS COLEGAS MAIS CARENCIADOS?
VÁ LÁ!NÃO CUSTA MESMO NADA!

domingo, 6 de dezembro de 2009

COMENTÁRIO AO POST ANTERIOR...

Olá caríssimos bloguistas
Esta febre das novas tecnologias tem destas coisas... Tentei colocar um comentário ontem à noite mas, por motivos que desconheço, não foi possível executar essa tarefa. Razões que a Razão desconhece...
Aqui fica a minha reflexão.

Boa noite, Sra professora.
Confesso que, quando li o seu post, fiquei estupidamente boquiaberto. Não resisti e decidi comentar. Então, aqui vai…

Não sabia da existência de tão ilustres mestres na arte da leitura e da literatura.
Confesso minha ignorância, mas não conhecia, até ao momento, a douta e sapientíssima doutrina dos senhores PRADO e CONDINI. Prometo, em breve, ler a obra e tirar outras conclusões.
Na verdade, não fosse esta uma obra de finais da década de noventa e julgaria eu que estaríamos perante um panfleto proveniente da máquina publicitária do Antigo Regime, com marca vincadamente Pidesca.
A lembrar os tempos da outra senhora, onde apenas reinava a política dos três F’s: Fado, Futebol e Fátima. Leitura para quê? O Povo quer-se estúpido e, de preferência, com a barriga cheia de vinho.

Será que esses senhores conhecem o significado da palavra alfabetização? E que é definida como um processo que não se resume apenas na aquisição de habilidades mecânicas (codificação e descodificação) do acto de ler, mas também na capacidade de interpretar, compreender, criticar e produzir conhecimento?

Todas essas capacidades citadas anteriormente só serão concretizadas se os alunos tiverem acesso a todos os tipos de textos. O aluno precisa encontrar os usos sociais da leitura e da escrita. Confesso que adorava ver a reacção dos mentores do Plano Nacional de Leitura relativamente ao texto daqueles senhores.

Na verdade, a leitura é uma actividade básica na formação cultural da pessoa. Além disso, é uma excelente actividade de lazer. Ler é benéfico à saúde mental, pois é uma actividade neurológica.

Termino, deixando alguns (poucos, mas bons!) pensamentos sobre a importância da leitura:

"A leitura deve ser para o espírito, como o alimento para o corpo, moderada, saudável e de fácil digestão."
"A leitura, como a comida, não alimenta senão digerida."

"Lendo-se pela primeira vez um bom livro, experimenta-se o mesmo prazer que se experimentaria se se adquirisse um novo amigo: relê-lo, é um antigo amigo que se recebe".

"Assim como, ao colher as rosas, temos o cuidado de evitar os espinhos, devemos também colher dos livros o que neles há de bom."
Montesquieu dizia: "Nunca tive tristeza que resistisse a uma hora de leitura".
De Pascal: "A consciência é o melhor livro e o que menos se consulta."
Cícero dizia: "Uma casa sem livros é um corpo sem alma."
"Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo." (Paulo Francis)
"Amar a leitura é trocar horas de fastio por horas de inefável e deliciosa companhia." (John F. Kennedy)
"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro." (Henry David Thoreau)
"Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por idéias." (Mário Vargas Llosa)
"O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler." (Ziraldo)
"São necessários anos de leitura atenta e inteligente para se apreciar a prosa e a poesia que fizeram a glória das nossas civilizações. A cultura não se improvisa." (Julien Green)
"Nós mudamos incessantemente. Mas se pode afirmar também que cada releitura de um livro e cada lembrança dessa releitura renovam o texto." (Jorge Luis Borges)
"A leitura especializada é útil, a diversificada dá prazer." (Séneca)
"A leitura é um grande lenitivo para a velhice nos achaques que a incomodam, e reclusão a que obrigam." (Marquês de Maricá)
"A leitura engrandece a alma." (Voltaire)
"A leitura nutre a inteligência." (Séneca)
"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?" (Fernando Pessoa)

Para uma reflexão de todos!

Até breve!
J.B.

"LER PODE TORNAR O HOMEM PERIGOSAMENTE HUMANO" - GUIOMAR DE GRAMMON

«A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo fora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode tornar-se um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para quê conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tão pouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incómodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões.... O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna colectivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.»
Guiomar de Grammon
In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.

LEITURA... E ANÁLISE LITERÁRIA


Boa noite a todos!

Enquanto vou preparando as aulas da semana, dei por mim a pensar por que razão a maioria dos alunos, sobretudo os do Ensino Secundário, não gostam de ler. Nomeadamente, as obras literárias, as narrativas, os dramas e a poesia.

Mas, se não o fazem, quem irá perpetuar a nossa cultura, aquilo que temos de mais genuíno? Uns dizem que são obras chatas, aquelas do programa; outros, que os autores são aborrecidos ... Meus senhores, decidam-se: se os Realistas são demasiados descritivos, se os homens do Barroco exploram ao máximo as artes oratórias, sempre podem optar pelo Modernismo (Pessoa é o máximo...). Ou entao, para os mais ousados, Saramago é uma boa aposta. São várias as opções... mas, meus amigos, leiam! Vão ver que não dói nada!
Mas será que ainda não entenderam que Ler é a ginástica do cérebro? Não existe melhor forma para o exercitar...

E dizem eles que não gostam, que não o fazem (salvo raras e honrosas excepções, claro está...) pelos mais diversos motivos: uns, dizem que é chato ler; outros, afirmam que nunca o fizeram, por isso ...; outros ainda pensam que a leitura não é fundamental nos dias de hoje; ainda outros há que dizem não saber interpretar os textos que lhe surgem no caminho... Enfim, modernices!!!

Já aqui falámos dos 10 Direitos Inalienáveis do Leitor. Achei por bem relembrar aqui uma leitura que fiz há bastante tempo e, quiçá, poderá ajudar na interpretação das obras literárias.
Trago-vos hoje outro decálogo, muito actual ainda, e que descobri ao folhear as Lições de Literatura Portuguesa, de António Bragança, que tenho cá em casa:


Os Dez Mandamentos da Análise Literária

1- Leitura integral, de contacto, descontraída, que possa fornecer a ideia geral do texto.

2 - Re-leitura de análise (repetida tantas vezes quantas necessárias) com o lápis na mão, assinalando as passagens que mais chamem à atenção ou que envolvam problemas de entendimento.

3 - Consulta do dicionário a fim de resolver dúvidas quanto à denotação das palavras ou expressões.

4 - Re-leitura tendo em mira compreender o índice conotativo das palavras ou expressões.

5 - Apontar as constantes ou recorrências do texto, sobretudo no que toca à conotação.

6 - Interpretar tais constantes ou recorrências.

7 - Consultar as fontes secundárias caso o texto o reclame: história literária, da cultura, biografia do autor, bibliografia, etc.

8 - Organizar em ordem hierárquica de importância as constantes ou recorrências e sua qualidade emocional, conceptual.

9 - Interpretá-las e depreender as lições que comportam.

10 - Conclusão do trabalho e sua redacção final.

Aqui fica a dica... Este trabalho não é muito diferente do que também já fiz e vou fazendo com os meus alunos.
Nem sempre as aulas têm de ser originais, multifacetadas, viradas para as novas tecnologias, organizadas em torno dos nossos aparentemente incontornáveis acetatos, powerpoints, quadros interactivos, trabalhos de pares ou grupos. Por vezes, em aula, é mesmo preciso, simplesmente, seguir estes dez mandamentos e, de lápis na mão, ler e re-ler.
Acreditem que é fabuloso descobrir que os nossos alunos, muitas vezes, nos surpreendem com as suas descobertas, com suas análises.
O importante não é dar o peixe; importante, é ensiná-los a pescar!

Até breve!
J.B.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009




JÁ AGORA, DE NOVO, A LEMBRANÇA!

UM CONTO DE NATAL
Alguém espera ler um maravilhoso conto de Natal escrito por ti!
Sim, por ti!
Sabes que é assim que se faz um escritor de sucesso?!
Não sabias?!!!
Vê a quantidade de escritores que começaram com bem menos
e até com livrinhos de má qualidade literária.
Sabes a quem me refiro, não?!
Ora, então, vamos lá: "Era uma vez..."

A PROPÓSITO DO 1.ºDE DEZEMBRO - O DIA DA RESTAURAÇÃO!



Aqui fica o poema que novos e velhos declamavam ao clarear do dia 1.º de Dezembro.






Salvé o 1.º de Dezembro de 1640!

Eu gosto de recordar
O dia que ao despontar
Já vi livre a Pátria minha.
Esta Pátria tão ditosa, tão linda e 'valerosa'
Das outras Pátrias, Rainha!

Portugueses, celebremos
O Dia da Restauração
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.
A Fé nos Campos de Ourique,
coragem, fé e valor.
Os famosos 'de Quarenta'
Que lutaram com ardor!

QUE ACONTECIMENTO SE COMEMORA HOJE?


Pois é, meus amigos... Aposto que nem todos sabem...
Para que não restem dúvidas e não façamos "figurinha triste" como fez há dias uma "doutíssima" figura brasileira chamada Maité Proença, aqui vai o meu modesto contributo...

A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, quis conquistar o Norte de África, lutando contra os mouros. Na batalha de Alcácer Quibir, no Norte de África, os portugueses foram derrotados e D. Sebastião "desapareceu". O desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica.
Nas Cortes de Tomar de 1581, Filipe II de Espanha é aclamado rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas, Portugal ficou privado de rei natural, designando-se este período por "domínio filipino".

Apesar de sermos um Povo de brandos costumes, sempre tivemos alguma antipatia para com "nuestros hermanos"... E como de Espanha "nem bom vento, nem bom casamento" (diz o povo, com ou sem razão...), um sentimento profundo de autonomia começou a crescer e foi consumado na revolta de 1640, na qual um grupo de conspiradores da nobreza aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.

Esclarecidos? Ora ainda bem... Fico satisfeito...
Até breve!
J.B.